Ana Garcia Martins ironiza com “guerra” dos chapéus de sol e questiona atuação da Polícia Marítima

Ana Garcia Martins ironiza com “guerra” dos chapéus de sol e questiona atuação da Polícia Marítima, através das redes sociais.

Ana Garcia Martins voltou a pegar numa situação banal do verão para lhe dar o tratamento habitual. Desta vez, a Pipoca Mais Doce centrou atenções nas disputas em torno dos chapéus de sol colocados em frente às zonas concessionadas das praias e na intervenção de nadadores-salvadores e da Polícia Marítima.

A influenciadora digital começou por reproduzir o discurso que diz ouvir repetidamente no areal, numa tentativa dos nadadores-salvadores de convencer os banhistas a retirar chapéus e tendas de determinadas zonas.

“Eu não quero guerras com ninguém, estou só a fazer o meu trabalho. Eu sei que não há nenhuma lei que proíba as pessoas de porem chapéus de sol em frente à zona concessionada, mas a Câmara de Vila Real diz que é proibido e manda cá a Polícia Marítima. Vocês fazem como quiserem, mas eu tenho de avisar”, reproduziu.

“Eu devia era ter ido estagiar para uma consultora”

Ana Garcia Martins não deixou passar o aparente desgaste de quem tem de repetir o mesmo aviso dezenas de vezes.

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“Não sei quantas vezes o nadador já repetiu esta conversa, mas pelo ar de ‘eu devia era ter ido estagiar para uma consultora’, diria que foram demasiadas. As pessoas não saem, a t-shirt amarela, fora de água, não lhes impõe esse respeito todo”, ironizou.

Segundo descreveu, alguns banhistas recusam inicialmente mudar os chapéus de lugar e preferem esperar pela chegada das autoridades.

“‘Que venha a polícia, que a lei está do meu lado’. O nadador encolhe os ombros, arrasta-se até ao próximo chapéu/tenda/instalação, e repete o discurso inteiro. E então chega a polícia. Dia sim, dia sim, cá estão eles, com um ar tão entediado como o dos nadadores. Porque sabem que vão ter de explicar a mesma coisa pela 89ª vez numa só manhã, porque sabem que vão ter de olhar pela 89ª vez numa só manhã para o ecrã de um telemóvel (‘veja! Veja aqui esta notícia que saiu e que diz que podemos pôr os chapéus onde quisermos’)”, relatou.

Ana Garcia Martins questiona utilização da Polícia Marítima

A cronista descreveu depois o desfecho habitual das discussões, que acaba com os banhistas a cederem e a retirarem os equipamentos.

“E eles vêem, e dizem que sim, mas é a Câmara, a Câmara é que não permite, por isso façam lá o favor de fechar os chapeuzinhos porque estão a dar cabo da vista mar ali aos senhores das espreguiçadeiras. Há quem crie menos resistência, quem crie mais (já assisti a discussões de meia hora) mas, no fim, todos cedem e o areal fica desafogado”, escreveu.

Foi a partir daí que Ana Garcia Martins deixou uma crítica mais direta à utilização dos meios disponíveis para resolver este tipo de situações.

“Pergunto-me se as competências da Polícia Marítima não serão mais bem aproveitadas (e úteis) noutras funções que não estas. Igual para os nadadores que, de repente, viraram os profetas do fim do descanso”, observou.

“E nem posso chamar a Polícia Marítima”

No final, a Pipoca Mais Doce admitiu que também prefere ter a vista desimpedida, mas aproveitou para enumerar outros comportamentos de praia que lhe parecem igualmente pouco agradáveis.

“Pela parte que me toca, e não sendo uma condição obrigatória, prefiro não ter uma tenda da Quechua mesmo à frente da tromba. Mas também preferia que os vizinhos das espreguiçadeira não fizessem chamadas aos berros, não distribuíssem palmadas nos miúdos, não deixassem os putos percorrer todo o repertório de canções infantis logo ali a seguir ao almoço, quando a malta quer fazer uma sesta e babar a toalha. Mas é o que temos. E nem posso chamar a Polícia Marítima”, concluiu.

Entre chapéus de sol, tendas, chamadas em alta voz e sestas interrompidas, Ana Garcia Martins transformou assim mais uma rotina de praia numa crónica sobre os pequenos conflitos do verão.

Veja a publicação AQUI.

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