Ana Lúcia Matos arrasada: “Provavelmente ainda alguns terão pena desta gente ficar presa”, referiu o comentador da CMTV.

À chegada do tribunal, Ana Lúcia Matos “discutiu” com Tânia Laranjo, jornalista da CMTV, antes de, em cojunto com os restantes 13 arguidos, saberem as medidas de coação.
Recorde-se que a comunicadora está envolvida numa rede que se dedicava a práticas de fraude fiscal.
À chegada ao tribunal, Ana Lúcia Matos foi confrontada por uma jornalista da CMTV e, irritada, respondeu de forma “torta”, acusando Tânia Laranjo e a estação: “Vocês são uma vergonha“.
Durante o Jornal da Meia-Noite da CMTV, o comentador Manuel Rodrigues analisou o caso.
“Ela tem todo o direito de tentar defender-se e arranjar as justificações possíveis. Há um ditado português muito antigo, que diz ‘quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem’. É muito difícil obviamente uma pessoa ver esta ostentação de riqueza, esta obtenção de lucros extremamente elevada para além daquilo que é possível“, disse.
“Para percebermos o incrível desta situação, temos que pegar em factos: por exemplo, o marido ou companheiro desta senhora ter dito em tribunal que auferia 1.300 euros por mês. Não é possível, como é evidente. Também não me parece que a atividade que ela desenvolvesse fosse assim tão lucrativa que lhe desse para estes luxos“, continuou.
“E não digo isto com nenhuma inveja, quero lá saber, a senhora tenha a vida que queira ter. Não gozem é com o pagode, como se costuma dizer. Porque é preciso termos a noção de que se todos nós pagássemos os impostos que nos são devidos – ninguém gosta, como é evidente – nós podíamos ser todos muito mais ricos“, acrescentou.
“Quando aparece esta gente, que ainda por cima se mostra extremamente arrogante quando confrontada com a imprensa, por exemplo, em vez de mostrarem alguma humildade ou então pura e simplesmente calarem-se porque deviam ter vergonha, é este o quadro que nós temos perante meia dúzia de indivíduos que lesam realmente todos nós de uma maneira incrível. E provavelmente ainda alguns terão pena desta gente ficar presa“, rematou.

