Ana Moura descreveu momentos de música, dança e solidariedade que viveu com a filha na acampada pela habitação, no sábado, 24 de outubro. No dia seguinte, a cantora recorreu ao Instagram para contrastar essa experiência com a violência que condenou na resposta aos protestos.
Numa publicação acompanhada por fotografias da manifestação, a artista recordou o acolhimento dado à criança e os testemunhos que ouviu entre os participantes.
“Ouvimos música, dançámos e emocionamo-nos”
“Ontem estive na acampada, com a minha filha, que ia brincando e sendo acarinhada pelas pessoas que passavam por nós, ouvimos música, dançámos e emocionamo-nos com discursos de pessoas que têm os seus trabalhos e casas para onde regressar mas que não deixam de lutar para que todas as outras possam usufruir desse mesmo direito”, escreveu.
Ana Moura destacou, assim, a presença de pessoas que, apesar de terem uma casa, se juntaram à reivindicação de condições de habitação para os outros. Foi essa solidariedade que a cantora colocou no centro do relato sobre a sua participação.
“Que país é este em que nos tornamos sem darmos conta?”
Depois de recordar o ambiente que encontrou, Ana Moura criticou a resposta dada aos manifestantes.
“Estamos aqui a falar de humanidade, empatia e a única resposta que têm é a violência”, afirmou na mesma publicação.
A cantora terminou com duas perguntas sobre as prioridades no tratamento dos protestos: “Que país é este em que nos tornamos sem darmos conta? A preocuparmo-nos mais com tendas do que com pessoas?”
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