André Ventura sofre mal-estar durante comício e Ricardo Martins Pereira acusa: “Estou absolutamente convencido que ele mentiu e fingiu isto tudo”

André Ventura sofre mal-estar durante comício e Ricardo Martins Pereira acusa: “Estou absolutamente convencido que ele mentiu e fingiu isto tudo”, disse.

Na noite de terça-feira, 13 de maio, André Ventura protagonizou um momento de tensão durante uma ação de campanha em Tavira, no âmbito das Eleições Legislativas 2025. O presidente do Chega, de 42 anos, sentiu-se mal enquanto discursava, tendo caído em palco após beber água e colocar a mão no peito.

O político foi prontamente assistido por elementos dos Bombeiros Municipais de Tavira e técnicos do INEM, acabando por ser transportado para o Hospital de Faro, onde passou a noite em observação e realizou vários exames médicos. Uma fonte da unidade hospitalar revelou à SIC que o líder do Chega terá sofrido um “refluxo gastroesofágico com pico hipertensivo associado”.

Já com alta hospitalar, André Ventura recorreu às redes sociais esta quarta-feira, 14 de maio, para tranquilizar os seus apoiantes e agradecer as mensagens de preocupação.

Contudo, a situação motivou duras críticas por parte de Ricardo Martins Pereira, conhecido também como “O Arrumadinho”, que usou o Instagram para lançar uma acusação direta ao líder do Chega, questionando a veracidade do episódio.

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“Eu não acredito naquele ataque súbito do André Ventura. Eu estou absolutamente convencido de que aquilo foi tudo uma farsa, foi tudo uma invenção para tirar dividendos políticos. Ou acham que é assim uma coincidência brutal que o [Jair] Bolsonaro teve um episódio em que foi atacado e foi parar o hospital em plena campanha. O [Donald] Trump teve um ataque em que foi parar o hospital em plena campanha. E agora o André Ventura teve um episódio que o levou ao hospital em plena campanha. Acreditem no que quiserem, eu não acredito”, afirmou o jornalista e influencer.

Ricardo foi mais longe nas críticas ao político e à sua conduta pública:
“E se o André Ventura nos mente à descarada em grande parte dos números que nos apresenta; se mente à descarada quando partilha aquelas notícias falsas nas redes sociais dele e usa aquele design manhoso parecido com jornais e revistas portuguesas, para dar credibilidade a essas notícias; se nos mente à descarada em conferências de imprensa sobre reuniões políticas que teve com outros partidos; se nos mente à descarada no programa eleitoral do Chega; se ele passa a vida a mentir e sabe que está a mentir, por que raio é que eu vou acreditar agora neste ataque súbito? Lamento, eu não acredito.”

Questionando a encenação do vídeo partilhado por Ventura após o episódio, Ricardo concluiu:

“E se no Chega há negacionistas da Covid e negacionistas da crise climática, então eu sou um negacionista do ataque súbito do André Ventura. E eu não digo que ele está a mentir e que fingiu isto tudo para tirar dividendos políticos. Eu digo sim que eu estou absolutamente convencido que ele mentiu e fingiu isto tudo. E se tinham dúvidas de que isto era só aqui uma estratégia de vitimização, vejam o vídeo que ele partilhou hoje na sua página de Instagram, em que está na cama a recuperar e vestido com uma camisa com golas, estrategicamente aberta aqui até ao meio do peito, porque essa era a única forma de nós vermos que ele tem lá um penso e ele vai a gesticular com a mão onde tem o outro penso. Mas quem é que está a dormir com uma camisa? Ninguém. Porque se ele tivesse t-shirt, não dava para ver o penso. Portanto, por isso é que ele está de camisa.”

Em tom conclusivo, o ex-comentador de reality shows deixou uma mensagem política:

“Vá, podem atirar as pedras à vontade, mas ninguém me convence de que isto não foi uma farsa. Lamento. E Portugal, de facto, não precisa destes políticos espetáculo, que só servem para destruir e que todas as ideias que têm são absolutamente impraticáveis. Portugal não se reforma com estes populismos e com estes políticos que prometem tudo a toda a gente só para ganhar votos. Portugal só se transforma com ideias sólidas e sérias e com partidos com vontade de construir e não de destruir. Portugal precisa de estabilidade e as únicas coisas que o Chega garante são ruído, confusão, desestabilização e instabilidade.”

A polémica está instalada, e promete marcar os próximos dias de campanha.

Assim, André Ventura sofre mal-estar durante comício e Ricardo Martins Pereira acusa: “Estou absolutamente convencido que ele mentiu e fingiu isto tudo”.

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