Ângelo Rodrigues explica o formato de Quem matou o Galo de Barcelos: “Cada cena tem de prender”, afirmou.
Ângelo Rodrigues destacou as principais diferenças de Quem matou o Galo de Barcelos, uma produção pensada para ser acompanhada através do telemóvel.
A nova série cruza humor e mistério em episódios com menos de dois minutos, apostando numa narrativa rápida e numa linguagem direta.
Uma história criada para o telemóvel
Em declarações à SELFIE, Ângelo Rodrigues explicou que o formato se afasta das produções televisivas mais tradicionais.
“É um formato diferente daquilo a que estamos habituados. A história foi pensada para ser vista no telemóvel, num ritmo rápido, mas sem perder o lado da ficção. Acho que tem humor, mistério e uma identidade muito própria, inspirado no universo da Agatha Christie, em que o motor da narrativa é descobrir quem cometeu o crime”, afirmou.
Apesar da curta duração dos episódios, a produção procura manter os elementos habituais de uma ficção de mistério. Cada capítulo deverá, por isso, avançar rapidamente na história.
Ritmo condicionou a escrita das cenas
Para Ângelo Rodrigues, o ritmo é um dos elementos centrais do projeto. A duração reduzida obriga a que cada momento tenha uma função clara dentro da narrativa.
“O principal é o ritmo. Cada cena tem de chegar rapidamente ao essencial e prender quem está a ver quase desde o primeiro segundo. Isso influencia a forma como as cenas são escritas”, explicou.
Assim, a série dispensa longas introduções e procura captar imediatamente a atenção de quem acompanha os episódios.
Assassinato desencadeia luta por uma herança
A história começa com o homicídio do bilionário Barcelos. A morte dá origem a uma disputa entre os herdeiros, que procuram garantir o acesso à fortuna.
Contudo, para resolverem a questão da herança, terão de decifrar um enigma relacionado com o desaparecimento do Galo de Barcelos.
Confinadas numa mansão isolada, as várias personagens entram numa corrida contra o tempo. Pelo caminho, formam-se alianças instáveis, surgem pistas falsas e são revelados novos segredos.
Série não se dirige apenas aos mais jovens
Embora o formato acompanhe as novas formas de consumo de conteúdos, Ângelo Rodrigues rejeitou a ideia de que a produção tenha sido feita exclusivamente para um público jovem.
“A linguagem é mais direta e acompanha a forma como hoje muita gente consome conteúdos. Não diria que é apenas para um público mais jovem. Acho que pode chegar a qualquer pessoa que goste de uma boa história contada de forma ágil. Tem um crime, vários suspeitos, pistas falsas, reviravoltas e a pergunta constante de quem é o culpado. A diferença é que o faz com um tom mais cómico em episódios muito curtos”, esclareceu.
Quem matou o Galo de Barcelos aposta, deste modo, numa combinação entre o universo policial e a comédia, adaptada a episódios de consumo rápido.
