Passadeira Vermelha elogia Guilherme Castelo Branco e critica série de Ângelo Rodrigues, no programa de ontem.
Guilherme Castelo Branco esteve no centro de vários elogios no Passadeira Vermelha desta quarta-feira, 22 de julho. Filipa Torrinha Nunes e David Motta defenderam que o comentador do V+ Fama deveria ter mais espaço para expressar as suas opiniões.
Durante a emissão da SIC Caras, David Motta aproveitou ainda para lhe dirigir um pedido público de desculpas. Mais tarde, o painel analisou o novo projeto de Ângelo Rodrigues no Brasil, levando Filipa Torrinha a deixar duras críticas ao formato.
Filipa Torrinha elogia postura de Guilherme Castelo Branco
A entrevista de Guilherme Castelo Branco à TV Guia serviu de ponto de partida para a conversa conduzida por Liliana Campos. Em análise estiveram as declarações relacionadas com o processo que envolve José Castelo Branco e Betty Grafstein.
Filipa Torrinha destacou a forma como Guilherme tem procurado gerir uma situação familiar particularmente delicada, sem alimentar conflitos públicos.
“Eu li a entrevista toda e não tinha muitas dúvidas, mas fiquei com mais certezas ainda de como o Guilherme tem um posicionamento exímio numa situação que é super difícil. (…) Ele tem um equilíbrio e um saber estar que é muito raro”, afirmou.
A comentadora analisou depois o trabalho de Guilherme Castelo Branco no V+ Fama, programa apresentado por Adriano Silva Martins num canal concorrente.
Enquanto espectadora, Filipa Torrinha considera que o filho de José Castelo Branco nem sempre recebe o tempo necessário para desenvolver as suas intervenções.
“Há momentos no programa, é a minha leitura como espectadora, em que sinto (…) que ele às vezes tem menos tempo para falar, às vezes é um bacadinho alvo de alguma piada, cortam a palavra porque ele tem um tom diferente dos restantes. E ele lida com isto de uma maneira muito elegante”, observou.
David Motta pede mais espaço para Guilherme no V+ Fama
David Motta concordou com a leitura da colega e defendeu que o programa do V+ beneficiaria com uma maior valorização das opiniões de Guilherme Castelo Branco.
“Eu sinto exatamente o mesmo que a Filipa, que o programa ficaria mais rico se ele tivesse mais espaço ou se a opinião do Guilherme fosse mais respeitada”, declarou.
O comentador resumiu ainda a admiração que sente pelo filho de José Castelo Branco através de uma frase direta: “A melhor ‘coisa’ do José Castelo Branco é o Guilherme.”
Zulmira Garrido também reconheceu as qualidades do comentador. Já Filipa Torrinha destacou a combinação entre preparação, equilíbrio e sentido de humor.
“Ele tem ali um tom muito interessante. (…) Ele não é aquele bonzinho aborrecido (…), eu acho que ele faz falta e faz a diferença”, concluiu.
David Motta deixa pedido público de desculpas
O tema levou David Motta a recordar a ligação pessoal que mantém com Guilherme Castelo Branco e a família. Em direto, o comentador admitiu sentir que lhe devia um pedido de desculpas.
Em causa está um presente que nunca chegou a enviar a Constança, filha de Guilherme Castelo Branco e Elsa Abreu, depois de ter estado presente no batizado da criança.
“Sinto que devo um pedido de desculpas até público ao Guilherme, porque se a mim me custa quando me falam da minha família, e eu tenho falado bastante sobre o pai dele. Ele não é o pai dele, o pai dele não é ele. (…) Fui ao batizado e pouco tempo depois do batizado aconteceu aquilo que nós sabemos e eu nunca cheguei a enviar o presente para a Constança [filha de Guilherme e Elsa Abreu]. Entretanto, mudei de casa, pus coisas em armazéns e, portanto, desculpa, Guilherme”, declarou.
A conversa prosseguiu com a leitura de um excerto da entrevista em que Guilherme revelou ter tentado contactar Roger Basile, filho de Betty Grafstein.
Segundo o comentador do V+ Fama, as tentativas não permitiram restabelecer a ligação com a empresária britânica.
“Desde que me foi impedido o acesso, nunca mais falei com ela. Eu tentei quatro vezes com a pessoa em questão e das quatro não tive resposta. Numa delas tive resposta, mas para me dizer que nunca mais falava comigo”, leu Liliana Campos.
Relato desperta memória dolorosa em David Motta
As palavras de Guilherme Castelo Branco tocaram David Motta, que encontrou semelhanças com uma fase difícil da sua própria vida familiar.
O comentador recordou o período em que a mãe esteve presa e as consequências que essa situação teve na relação com o irmão.
“Isto para mim foi logo um gatilho enorme para quando a minha mãe foi presa, começou a acontecer-me isto com o meu irmão. (…) Eu também, tal como o Guilherme, preferi não insistir para respeitar a dor das pessoas e da família. E é uma mágoa que eu guardo imenso e fico sempre arrependido, será que devia ter lutado mais?”, desabafou.
David Motta e Zulmira Garrido recordaram ainda a ligação próxima que Betty Grafstein manteve com Guilherme Castelo Branco.
“A Betty gostava muito do Guilherme. (…) Ela era uma mulher que ou gostava ou odiava (…), e nunca teve uma palavra a dizer”, afirmou David Motta.
Ângelo Rodrigues grava série vertical no Brasil
Já noutra fase da emissão, o painel analisou o novo projeto profissional de Ângelo Rodrigues. O ator integra o elenco de Ligados pela Honra, uma produção brasileira concebida em formato vertical.
A série foi desenvolvida para a ReelShort Brasil e apresenta episódios de curta duração, pensados sobretudo para serem consumidos através dos telemóveis e das redes sociais.
Liliana Campos explicou que a história reúne vários ingredientes habitualmente associados a conteúdos destinados a captar rapidamente a atenção do público.
Segundo a apresentadora, trata-se de um “romance que tem intriga, tem crime, e também tem cenas muito sensuais”.
David Motta enquadrou o formato numa tendência que tem vindo a crescer nas plataformas digitais.
“São os romances de cordel da contemporaneidade”, definiu.
Filipa Torrinha critica perda de complexidade
Filipa Torrinha começou por deixar claro que fica satisfeita com as oportunidades profissionais conquistadas por Ângelo Rodrigues.
“Fico feliz que o Ângelo esteja feliz, ou o Ângelo estiver feliz com este projeto, eu estou feliz por ele”, ressalvou.
Contudo, a psicóloga mostrou-se preocupada com o crescimento de produções muito curtas, construídas para um consumo rápido e sem grande exigência narrativa.
“Não consigo olhar para estes episódios e não fazer uma mini análise que seja sobre o que é que isto diz da nossa sociedade. Isto é uma estupidificação do público”, afirmou.
Filipa Torrinha comparou depois este tipo de conteúdo com produtos alimentares preparados para serem consumidos de forma rápida.
“A fast food está para a comida como isto está para a cultura. Aliás, eu acho que isto está abaixo da fast food”, acrescentou.
Na sua análise, estas produções dependem de interpretações mais exageradas e de emoções facilmente identificáveis, deixando pouco espaço para subtileza.
“Nós conseguimos perceber que aqui eles fazem uma técnica de representação que é muito assente na máscara, que é que tens muitas expressões faciais, ser uma coisa que agarra muito o público muito rapidamente e não há subtileza e não há sofisticação e não há o mínimo de complexidade. (…) Acho que isto revela que estamos aí por um caminho, por um precipício”, concluiu.
