Apartamentos chegam a custar mais 131% por metro quadrado do que moradias

Apartamentos chegam a custar mais 131% por metro quadrado do que moradias, refere a plataforma Imovirtual.

Comprar um apartamento em Coimbra representa, em preço por metro quadrado, um esforço muito diferente daquele exigido por uma moradia no mesmo distrito. A diferença chega aos 131%, a maior registada no país entre as duas tipologias, num retrato do mercado imobiliário que também coloca Lisboa acima dos 6.000 euros por metro quadrado nos apartamentos.

Os números foram divulgados esta segunda-feira, 10 de agosto, pelo Imovirtual e resultam da média dos últimos três meses dos anúncios de imóveis para venda publicados na plataforma. A nível nacional, considerando apartamentos e moradias, o valor médio anunciado fixa-se nos 4.152 €/m².

Importa, por isso, enquadrar os dados enquanto valores da oferta publicada e não como preços finais das transações efetivamente realizadas.

Coimbra e Viseu mostram as maiores diferenças

É quando se separaram apartamentos e moradias que o mapa começa a revelar contrastes particularmente acentuados.

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Em Coimbra, um apartamento surge anunciado, em média, por 3.686 €/m², enquanto uma moradia fica nos 1.593 €/m². São mais 2.093 euros por cada metro quadrado e uma diferença percentual de 131%.

Viseu aproxima-se desse cenário, com um diferencial de 127% entre as duas tipologias. Seguem-se Aveiro, onde os apartamentos apresentam um preço por metro quadrado 74% superior ao das moradias, Porto, com mais 59%, e Braga, com uma diferença de 52%.

No comunicado enviado às redações, Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, chama precisamente a atenção para a leitura do mercado através da dimensão dos imóveis e não apenas pelo montante global pedido por cada casa.

“O preço final de um imóvel é apenas uma parte da equação. O preço por metro quadrado permite perceber como o mercado valoriza efetivamente o espaço habitacional e comparar regiões e tipologias de forma muito mais rigorosa. Os dados mostram diferenças muito significativas entre apartamentos e moradias e reforçam que a localização e a tipologia continuam a ter um peso determinante no valor da habitação”, afirma.

E há um dado transversal ao estudo: em todos os distritos analisados, os apartamentos apresentam um preço por metro quadrado superior ao das moradias.

Um apartamento em Lisboa vale 3,6 vezes mais por metro quadrado do que em Portalegre

Lisboa continua noutro patamar quando a análise se concentra apenas nos apartamentos. O preço médio anunciado chega aos 6.165 €/m², o mais elevado entre as regiões analisadas.

Madeira, com 6.001 €/m², e Algarve, com 5.726 €/m², aparecem imediatamente depois.

No outro extremo do mercado estão Portalegre, com 1.708 €/m², Guarda, com 1.883 €/m², e Bragança, onde o valor médio se situa nos 1.903 €/m².

Na prática, um metro quadrado de um apartamento anunciado em Lisboa custa, em média, mais de 3,6 vezes aquilo que é pedido por um metro quadrado em Portalegre.

Nem a capital escapa, porém, ao fosso entre tipologias. Apesar de apartamentos e moradias apresentarem preços elevados no distrito de Lisboa, o metro quadrado dos apartamentos continua cerca de 25% acima do registado nas moradias.

Setúbal praticamente coincide com a média portuguesa

Quando apartamentos e moradias voltam a ser considerados em conjunto, Lisboa mantém a liderança, agora com um preço médio de 5.830 €/m².

A Madeira ocupa a segunda posição, nos 5.623 €/m², seguindo-se o Algarve, com 5.386 €/m². O Porto também permanece acima da referência nacional, atingindo 4.424 €/m².

Setúbal protagoniza uma coincidência quase absoluta: os 4.151 €/m² registados no distrito ficam apenas um euro abaixo da média nacional de 4.152 €/m².

Na base da tabela, as distâncias são igualmente expressivas. A Guarda apresenta o preço médio mais baixo, com 1.083 €/m², seguida de Bragança, nos 1.164 €/m², e Portalegre, com 1.322 €/m².

Os dados acabam por mostrar duas geografias diferentes dentro do mesmo mercado. Uma é determinada pelo local onde se procura casa. A outra surge dentro de cada região, quando se percebe quanto está a ser pedido por cada metro quadrado consoante se trate de um apartamento ou de uma moradia.

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