Atlético derruba Real Madrid e o dérbi continua fora do relvado: Mourinho ataca arbitragem e Simeone responde, após o jogo.
O Atlético de Madrid ganhou o dérbi. Mas o resultado foi apenas o início da história.
A equipa de Diego Simeone bateu este domingo o Real Madrid por 2-1 no Metropolitano, ultrapassou o rival na classificação e deixou José Mourinho a seis pontos do Barcelona.
Depois vieram as conferências de imprensa. E o clássico madrileno ganhou uma segunda parte fora das quatro linhas.
Uma expulsão partiu o jogo
A primeira metade foi sobretudo física, tensa e com poucas ocasiões claras.
O equilíbrio terminou no início do segundo tempo.
Giuliano Simeone apareceu nas costas da defesa do Real Madrid e Dean Huijsen travou o argentino dentro da área. O árbitro assinalou grande penalidade e expulsou diretamente o defesa madridista.
Alejandro Grimaldo converteu o penálti aos 53 minutos.
Seis minutos depois, Jonathan David aproveitou um cruzamento rasteiro de Giuliano Simeone e ampliou a vantagem.
O Real ainda encontrou vida perto do fim. Antonio Rüdiger reduziu aos 89 minutos, mas a tentativa de reação chegou tarde.
O Atlético segurou os três pontos e passou a somar 16, mais um do que o Real Madrid.
Mourinho apareceu com fotografias
José Mourinho não quis que a análise terminasse na expulsão de Huijsen.
O treinador levou para a conferência de imprensa imagens de dois lances da primeira parte envolvendo Cristian Romero e Lee Kang-in que, na sua interpretação, deveriam ter provocado duas expulsões para o Atlético.
“São dois cartões vermelhos claros”, afirmou.
Mourinho direcionou depois as críticas para o Comité de Designações Arbitrais e para a escolha de Miguel Ángel Ortiz Arias para o dérbi.
O português questionou a experiência do árbitro para um encontro desta dimensão e lançou também críticas ao VAR.
Sem acusar diretamente qualquer organismo de preparar o resultado, deixou uma frase que deverá prolongar a polémica em Espanha:
“Não quero pensar que tudo estava preparado.”
Simeone devolve resposta
Do lado do Atlético, Simeone preferiu inicialmente falar do controlo que sentiu da equipa durante o encontro e da forma como os seus jogadores aproveitaram a superioridade numérica.
Quando a conversa chegou às críticas de Mourinho, porém, respondeu.
O argentino defendeu que os árbitros devem continuar a ser respeitados mesmo quando existem decisões discutíveis.
E deixou o recado mais forte da noite:
“Não vale tudo, por mais que te chames Mourinho.”
Na véspera, os dois treinadores tinham trocado elogios públicos e Mourinho chegou a chamar Simeone de “companheiro de guerra”.
Vinte e quatro horas depois, continuam rivais. E o dérbi acabou com três pontos para o Atlético e uma guerra verbal que promete durar muito mais do que os 90 minutos.
