Ausência de Cristiano Ronaldo no funeral de Diogo Jota: “ele não é igual aos outros”, assinalou Katia Aveiro.
Ausência de Ronaldo gera polémica
Cristiano Ronaldo voltou a ser alvo de críticas, desta vez pela ausência no funeral de Diogo Jota e do irmão André Silva. A cerimónia fúnebre decorreu em Gondomar, no passado sábado, e a ausência do capitão da Seleção Nacional gerou forte indignação nas redes sociais e entre comentadores desportivos.
Contudo, Katia Aveiro, irmã do jogador, decidiu intervir publicamente para explicar os motivos por detrás da decisão do irmão.
Katia Aveiro reage às críticas
Num vídeo partilhado nas suas redes sociais, Katia começou por destacar o percurso único de Cristiano:
“O meu irmão chegou onde chegou porque ele não é igual aos outros, ele é diferenciado. Ele fez tudo diferente do que a maioria das pessoas faz, e por isso é que chegou onde chegou. Não foi com favores, foi fruto de trabalho, dedicação, carácter, amor e paixão por aquilo que ele faz.”
A empresária sublinhou ainda que, pela sua notoriedade, Ronaldo não consegue estar presente em determinados eventos, mesmo quando quer:
“É uma figura mediática, sofre muito mais do que nós, família, por não poder ir a determinados eventos, porque onde ele vai é motivo de aparato (…) Não pode ir a casamentos porque se perderia o foco do real sentido do casamento, não pode ir à festa de um sobrinho, a um evento maior porque também se perderia o foco do objetivo, não pode ir a um café ou a uma esplanada por razões óbvias.”
Acusações de hipocrisia e mensagens de ódio
Mais à frente no vídeo, Katia criticou duramente aqueles que, segundo ela, sempre atacaram o irmão:
“Os mesmos que estão a criticar são os que o sempre criticaram. Os que diziam ‘o que é que ainda está a fazer na Seleção, devia dar o lugar aos mais novos’, são agora os que estão a dizer que o capitão não foi ao funeral. Mas quem é que está a falar de futebol? Trata-se de uma família que perdeu duas pessoas, filhos, maridos, namorados (…) Aqui não existe capitão, não estamos a falar de futebol. Parem de ser hipócritas porque é feio, está feio.”
De seguida, revelou que a família tem recebido mensagens de ódio:
“Vocês devem ter um trauma qualquer, devem achar que ele é uma máquina, sem sentimentos. Ele sabe o que está a fazer, é ridículo termos que explicar o óbvio que aconteceria se ele fosse ao funeral.”
“Se eu quisesse aparecer, ia ao funeral”
Por fim, Katia não escondeu a frustração e deixou um aviso aos críticos:
“Eu vejo velhos com alguma experiência televisiva a criticar a ausência dele. As pessoas não pensam.”
E acrescentou:
“Já sei que vão dizer que é para aparecer. Se eu quisesse aparecer, ia ao funeral (…) O Ronaldo faz comichão a muita gente.”
Apesar das justificações, o debate sobre a ausência de Cristiano Ronaldo no funeral continua aceso nas redes sociais.

