Big Brother: Luíza Abreu recorda, “tu ainda não percebeste que és a ovelha negra, o carrasco”, assinalou ontem.
Confissões duras na Curva da Vida de Luiza Abreu
Na gala deste domingo, 13 de julho, do Big Brother Verão, Luiza Abreu emocionou-se ao partilhar a sua história na rubrica Curva da Vida. Ao longo do testemunho, falou de infância marcada pela violência, distanciamento familiar e saúde mental, sem nunca mencionar diretamente o nome da irmã, Luciana Abreu, com quem não mantém qualquer relação.
“Fomos vítimas de violência doméstica até aos meus oito anos”
Luiza começou por recordar os primeiros anos da sua vida. “Até aos oito anos eu fui vítima de violência doméstica. E foi aos meus oito anos, no dia em que nasci, que a minha mamã teve coragem e fugimos de casa para nunca mais voltar àquela violência. A mamã salvou-nos”, afirmou, entre lágrimas.
Mais tarde, aos 14 anos, começou a sentir-se invisível. “Deixo de ser chamada de Luiza e passo a ser outra coisa. Depois existem as comparações. Mas eu sempre acreditei em mim, que também havia um lugar para mim”, acrescentou, numa referência indireta à exposição da irmã nos media.
“Sofri de anorexia nervosa, o meu cabelo começou a cair”
Aos 16 anos, Luiza integrou a banda Docemania, onde permaneceu durante três anos. No entanto, a saída do grupo coincidiu com um período de instabilidade. “Quando deixo as Doce fico sem a minha independência e eu fiz-me à vida sem medo. Viajo para o Porto (…) mas a minha saúde começou a fragilizar-se. O meu cabelo começa a cair, comecei a sofrer de anorexia nervosa, não comia, ou quando comia deitava tudo fora”, contou.
A distância da mãe agravou o seu estado emocional. “Saber que não tinha a minha mãe por perto mexeu com a minha cabeça”, desabafou.
“Disseram-me que eu era a ovelha negra, o carrasco”
Mais adiante, Luiza partilhou um episódio doloroso que viveu em família. “Quando soube que ia ser tia desmaiei de alegria. Na segunda sobrinha lembro-me de ter pedido se poderia ser madrinha, mas olharam para mim e perguntaram ‘o que é que tu tens? Tu ainda não percebeste que és a ovelha negra, o carrasco’. E é aqui que eu saio de casa (…) com uma única mala”, relatou, visivelmente abalada.
Apesar de sair de casa, garantiu que nunca virou costas à mãe. “Na cozinha eu disse à minha mãe ‘mamã eu não te estou a abandonar’”, recordou.
“Eu reanimei a minha mãe”
O ponto mais dramático do testemunho foi a tentativa de suicídio da mãe. “No dia do meu aniversário, recebo uma chamada da minha mãe por volta da 1 hora e pouco da manhã a dizer ‘podes vir buscar a mamã?’”, começou por dizer.
Logo depois, acrescentou: “E é, a partir daqui, que a história é contada ao contrário. Começam as mentiras e é tudo isto que é contado até hoje. E esta história leva a minha mãe a um desespero tão grande que ela tenta pôr termo à vida dela. Quando eu chego a casa, eu encontro a minha mãe sem sentidos. Eu reanimei a minha mãe”.
Nova vida fora de Portugal
Sem conseguir arranjar trabalho devido à polémica familiar, Luiza decidiu embarcar noutra experiência. “Por não conseguir arranjar trabalho, por causa da polémica com a irmã, fui trabalhar para os cruzeiros. Começam a amar-me, a apreciar-me como Luiza”, revelou.
No final, ainda falou de uma nova relação, sem mencionar nomes. “Hoje eu tenho alguém que me acompanha, que me dá força, que me conhece. E chamo-lhe luzinha porque é a minha luz, mais uma luz da minha vida”.

