Carlos Mendes celebrou 60 anos de canções no Coliseu Club, em pleno Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
Fotografias: João de Sousa
Espetáculo decorreu a 20 de fevereiro em Lisboa
Carlos Mendes celebrou ontem, sexta-feira, 20 de fevereiro, seis décadas de percurso artístico com um concerto no Coliseu Club, em Lisboa. A data integrou as comemorações dos 60 anos de carreira do músico.

Ao longo da noite, o artista apresentou um alinhamento que percorreu diferentes fases da sua trajetória. O espetáculo incluiu temas marcantes do seu repertório e momentos associados à sua história musical.

Um percurso iniciado nos anos 60
A carreira de Carlos Mendes começou em 1963, quando integrou os Sheiks, grupo fundador do pop-rock nacional. Permaneceu na formação até 1967.

Depois disso, avançou para uma carreira a solo. Em 1968, venceu o Festival da Canção com “Verão”. Mais tarde, em 1972, voltou a conquistar o prémio com “Festa da Vida”.
Entretanto, em 1976, fundou a editora independente Toma Lá Disco com Paulo de Carvalho e Fernando Tordo. Desde então, editou mais de 20 álbuns, incluindo trabalhos dedicados ao público infantil.

Clássicos revisitados no alinhamento
O concerto de ontem refletiu essa diversidade. No alinhamento constaram temas como “Ai Menina Quem Me Dera”, “Quando Fores Apenas Lua”, “Vem”, “Testamento” e “Lena Lua”.
Além disso, foram interpretadas canções como “Molly”, “Figueirinha”, “Confinamento” e “As Meninas do Meu Tempo”.

Seguiram-se “Vem Buscar-me Deste Lado”, “Ruas de Lisboa”, “Amélia dos Olhos Doces”, “Vagabundo do Mar” e “Seripipi de Benguela”.
Já na parte final, o público ouviu “Verão” e “Festa da Vida”, dois dos temas associados às vitórias no Festival da Canção.

Encore incluiu temas em inglês
Posteriormente, o encore trouxe novos momentos ao espetáculo. Foram interpretadas “Run Away” e “Missing You”.

Assim, o concerto percorreu várias fases da carreira do músico, cruzando sucessos históricos com outros temas representativos do seu percurso.

Uma celebração associada a edição comemorativa
Este espetáculo surge no contexto da edição “Carlos Mendes, Arquiteto de Sons – 60 Anos de Canções”, lançada a 24 de outubro de 2025. A coletânea reúne um triplo CD e um livro com parte significativa da obra do artista.

Desta forma, o concerto no Coliseu Club funcionou como momento de celebração pública de um percurso iniciado nos anos 60 e marcado por diferentes etapas na música portuguesa.



