Catarina Miranda reage à polémica dos casinos ilegais: “Eu faço o mesmo que todos os influencers em Portugal fazem”, disse.
A segunda parte da reportagem do canal NOW sobre a promoção de casinos ilegais voltou a colocar figuras públicas sob escrutínio. Depois de o nome de Catarina Miranda ter sido mencionado no primeiro episódio, a ex-concorrente decidiu prestar declarações.
Segundo a jornalista Cláudia Rosenbusch, Catarina foi a única visada que “aceitou falar” sobre a promoção de plataformas de jogo ilegal em Portugal.
“Eu faço 15 publicidades por mês”
Perante as câmaras, Catarina Miranda começou por enquadrar a sua atividade enquanto influenciadora digital.
“Eu faço 15 publicidades por mês. Eu faço o mesmo que todos os influencers em Portugal fazem. Portanto, nós somos milhares a fazer e nunca tive nenhum problema“, afirmou.
Assim, a ex-participante de reality shows sublinhou que não considera a sua atuação diferente da de outros criadores de conteúdos.
Legalidade das plataformas em causa
Confrontada sobre a legalidade da empresa que promove, Catarina respondeu com base na informação que lhe foi transmitida.
“Nos papéis que me deram é que estão. E é o máximo que eu lhe posso dizer, não é? Porque também é o que eu sei. Mas o que lhe posso dizer é que realmente há pessoas que tiram ganhos da plataforma, portanto isso é o feedback que eu tenho. Eu e os milhares de influencers que fazemos em Portugal. Portanto, eu não sou exceção, não sou a única“, declarou.
Desta forma, reforçou que a sua perceção assenta nos documentos recebidos e no retorno que diz obter dos seguidores.
“Só joga quem quer”
Além disso, Catarina Miranda garantiu que alerta para a idade mínima exigida nas suas publicações.
“É assim, só joga quem quer, certo? Portanto, eu tenho sempre o cuidado de dizer às pessoas que sejam maiores de 18 anos, não é? Nunca recebi ninguém a dizer que ficou endividado, nunca recebi ninguém a dizer que ficou sem nada e que agora está na miséria por causa disso“, assegurou.
Por conseguinte, afirmou não ter conhecimento de situações negativas associadas às suas divulgações.
Intenção e impacto
Na mesma linha, a ex-concorrente frisou que nunca teve intenção de prejudicar os seguidores.
“Nunca fiz nada com intenção de prejudicar qualquer um dos meus seguidores e, enquanto não tiver queixas nesse sentido e não tiver qualquer tipo de problema nesse sentido, não faz sentido deixar de fazer“, revelou.
Por fim, deixou uma nota sobre os ganhos associados a este tipo de publicidade:
“Não estou rica com isto, se calhar há pessoas que acham que nós somos milionários. A minha conta já foi abaixo várias vezes, mas eu não sei se é só por causa disso“, esclareceu.
Assim, a segunda parte da investigação do NOW trouxe a versão de Catarina Miranda sobre a promoção de plataformas de jogo, num tema que continua a gerar debate público.
