Cláudio Ramos: “Daqui a nada todos nos daremos conta que a exibição da vaidade física foi sempre um disparate”, disse.
Cláudio Ramos recorreu às redes sociais, na manhã desta terça-feira, 30 de setembro, para partilhar uma reflexão profunda sobre o tempo, a passagem da vida e as mudanças inevitáveis que todos enfrentam.
Uma mensagem marcada pela introspeção
O apresentador da TVI começou por destacar a rapidez com que a vida passa: “Daqui a nada faço anos. Daqui a nada é Natal. Daqui a nada, começa o inverno e dali a nada estamos no verão. Daqui a nada tenho mais marcas no rosto, o cabelo mais branco, os olhos mais marcados, o corpo a pedir ainda mais sossego e talvez mantenha só os amigos de verdade. Daqui a nada já não comerei gelados e terei lido mais livros, visto mais séries, mais filmes, mais teatro. Daqui a nada, a mercearia ao pé de casa passará a ser outra coisa qualquer e as pessoas que passam todos os dias na rua serão outras a passar. Daqui a nada outros seguidores estarão aqui a questionar estes textos“, escreveu.
O peso das mudanças inevitáveis
De seguida, Cláudio Ramos refletiu sobre a efemeridade das coisas que parecem sólidas: “Daqui a nada, as calças que gostamos tanto vão deixar de nos servir. Daqui a nada todos nos daremos conta que a exibição da vaidade física foi sempre um disparate. Daqui a nada outra pessoa apresentará o programa que eu apresento agora. Daqui a nada, na casa onde eu moro, morará outra pessoa e nas igrejas onde eu entro entrarão outras pessoas. Daqui a nada, olharemos para trás e saberemos quem foi o amor da nossa vida. Daqui a nada faremos contas à vida. Daqui a nada, as pessoas que estão na nossa vida estarão noutras vidas. Daqui a nada continuarei a gostar de azul e a descobrir lugares onde ele encaixa na perfeição. Daqui a nada, a procura pela perfeição não faz sentido e muito do que se valoriza hoje não fará memória. Daqui a nada podemos não ter memória“, partilhou.
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