Cláudio Ramos faz reflexão pessoal e sincera: “Tenho esta difícil tarefa do desapego ao que me parecia bom”, disse.
O apresentador refletiu sobre o novo mês
Neste sábado, 1 de novembro, Cláudio Ramos recorreu ao Instagram para partilhar uma reflexão pessoal sobre o início de novembro e o simbolismo que o mês tem para si.
O apresentador do “Dois às 10”, da TVI, publicou um texto longo e introspectivo, onde abordou o balanço do ano e as mudanças que sente nesta fase da vida.
Logo no início, escreveu:
“Sinto novembro como o mês da passagem de ano. É aqui que o meu ano muda e se olhar para a lista das resoluções que fiz, quando ele começou, darei conta que ficou muito por fazer.”
Um desabafo sobre o tempo e a idade
Ao longo da publicação, Cláudio Ramos refletiu sobre o seu percurso e a forma como encara o envelhecimento, a paciência e o medo do que vem a seguir.
O comunicador confessou:
“Acho que a culpa é minha, da parte que me toca tenho esta difícil tarefa do desapego ao que me parecia bom e fico ali preso por tempo infinito até que o ano me expulse.”
Mais adiante, acrescentou:
“Sou dos que sai expulso por falta de interesse, paciência ou importância. Sou dos que resiste até à exaustão e dos que sente o medo do que vem a seguir.”
Com franqueza, admitiu também o impacto de ultrapassar os 50 anos:
“Não sei se ser assim é uma coisa fixe, mas é o que tenho para oferecer, pelo menos por agora que ainda tenho 51 e já vou sentindo na pele esta coisa feia que é ser olhado de lado porque passei dos 50, ainda assim, senti-me bonito várias manhãs desta semana.”
Entre a rotina e o conforto das pequenas coisas
O apresentador aproveitou ainda para falar da simplicidade dos dias e do prazer de estar em casa.
“Uma das coisas boas desta idade é entender que um sábado como este pode ser passado em casa estendido a ver o tempo passar intercalado com séries e comida de porcaria sem que a cabeça questione onde anda o resto do mundo num sábado que parece domingo.”, escreveu.
Depois, partilhou detalhes do seu dia, entre tarefas domésticas e momentos de introspeção:
“Antes do desleixo, fiz a limpeza a fundo da cozinha e do quarto. Estava a precisar e meti mãos à obra porque a última vez chamei a Óscar.pt para me fazer uma limpeza a fundo e, apesar de ter pagado 80 euros por menos de três horas, fizeram o pior serviço que alguém pode fazer na área. Eu até reclamei, mas eles fizeram ouvidos surdos. Não os recomendo!”
O comunicador acrescentou ainda:
“Uma pessoa aprende e, neste caso, arregacei as mangas e limpei eu, que quando era miúdo fazia limpezas a torto e a direito e nessa altura achava que os sábados deviam ser outra coisa.”
Um sábado simples e feliz
Entre memórias e gestos quotidianos, Cláudio Ramos descreveu o seu dia com naturalidade.
“Depois, organizei a gaveta das meias, que é o tempo delas, arrumei canecas que me levaram a viajar assim como a Verónica me levou a comer sopa de beterraba. Quase ninguém gosta. Eu gosto! O resto foi normal entre colheradas de arroz e regresso aos treinos.”
Para terminar, o apresentador deixou uma mensagem otimista aos seus seguidores:
“Tenham um bom fim de semana e Novembrem-se de aproveitar os bocadinhos todos, mesmo que seja a fazer nada ou se quiserem leiam, que não vos faz mal. ‘O outro’ é um livro simples e bonito.”
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