Cristiano Ronaldo deixou estágio da Seleção no dia em que o pai faria 73 anos, no que acaba por ser uma coincidência.
Quando Cristiano Ronaldo anunciou que tinha decidido deixar o estágio da Seleção Nacional, o calendário assinalava também uma data da sua história familiar. Esta quarta-feira, 30 de setembro, José Dinis Aveiro, pai do jogador, faria 73 anos. A saída de Copenhaga coincidiu, assim, com o aniversário do homem que acompanhou os primeiros passos do filho no futebol.
Entre as declarações de Jorge Jesus, o comunicado da Federação Portuguesa de Futebol e as reações à decisão do capitão, a coincidência acrescenta uma dimensão pessoal a um dia dominado pela discussão desportiva. Ronaldo não estabeleceu, contudo, qualquer relação entre o aniversário do pai e a decisão de abandonar os trabalhos da equipa portuguesa.
Do Andorinha à camisola de Portugal
Nascido a 30 de setembro de 1953, José Dinis Aveiro trabalhou como jardineiro municipal e roupeiro do Andorinha, clube madeirense onde Cristiano Ronaldo começou a jogar. O pai esteve, por isso, ligado ao primeiro espaço em que o filho desenvolveu a paixão pelo futebol, muito antes dos estádios internacionais, dos recordes e da braçadeira de capitão.
José Dinis morreu em setembro de 2005, quando Ronaldo tinha 20 anos. Chegou a acompanhar o início da carreira profissional do filho, mas não assistiu à maior parte do percurso que o tornaria uma das figuras mais reconhecidas do desporto mundial.
O aniversário continuou a ser assinalado pelo jogador ao longo dos anos. Em 2017, por exemplo, Ronaldo reuniu os filhos junto de uma fotografia do avô para recordar a data numa publicação nas redes sociais. Um gesto que aproximava a memória do pai da família que entretanto construíra.
Uma decisão anunciada, uma explicação adiada
Foi nesse mesmo dia do calendário que, em 2026, Ronaldo comunicou a saída do estágio em Copenhaga, após uma conversa com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença.
“Após a conferência de imprensa do selecionador nacional, e no seguimento de uma conversa com o presidente da FPF, tomei a decisão de deixar o estágio da seleção nacional”, escreveu nas redes sociais.
O capitão não desenvolveu os motivos, mas deixou a promessa de falar mais tarde: “A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional, à qual sempre me dediquei. Agora é tempo de desejar boa sorte a Portugal e a todos os meus companheiros de equipa, sem exceção.”
A mensagem confirmou o afastamento daquele estágio. Não anunciou expressamente uma despedida definitiva da Seleção, embora o jornal O JOGO tenha avançado que Ronaldo não voltaria a representar Portugal.
Flávio Furtado também assinalou a coincidência
A ligação entre as duas datas foi referida por Flávio Furtado numa publicação no Instagram. O comentador partilhou uma fotografia de Ronaldo com a camisola portuguesa e escreveu uma mensagem de agradecimento.
“30 de setembro… uma data que ganha hoje um significado ainda mais especial: o dia em que nasceu o teu pai e o momento em que fechas um capítulo tão importante da tua história com a Seleção.”
Na mesma homenagem, acrescentou: “Obrigado @cristiano por cada lágrima, cada conquista e por teres levado o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo. Que a vida te devolva, em dobro, tudo aquilo que deste ao nosso país.”
A interpretação de Flávio Furtado juntou a memória familiar ao momento desportivo. Nas palavras do próprio Ronaldo, os motivos ficaram por explicar. O que o calendário permite estabelecer é a coincidência: a saída do estágio aconteceu no aniversário do pai que esteve presente no início da sua ligação ao futebol.
