Cristina Ferreira comenta julgamento dos irmãos Rosado e defende direito à justiça na TVI, no programa Dois às 10.
A manhã de Natal na TVI ficou marcada pela análise dos temas mais mediáticos de 2025.
Nesse contexto, o julgamento que opôs os irmãos Rosado à humorista Joana Marques esteve em destaque.
Posição clara durante as “Conversas de Café”
Antes de mais, o tema foi debatido na rubrica Conversas de Café, onde Cristina Ferreira assumiu uma posição firme.
A diretora da estação começou por admitir reservas em relação ao processo.
“Houve muita coisa que eu não gostei neste processo, muita”, afirmou.
Direito à indignação e à via judicial
De seguida, Cristina Ferreira defendeu abertamente o recurso à justiça quando alguém se sente lesado.
Para a apresentadora, o silêncio não pode ser imposto.
“Nós não temos de levar na tromba e ficar caladinhos e não nos sentirmos (…) Qualquer pessoa que se sentir lesada tem todo o direito de ir à justiça. A justiça depois analisa tudo e toma a sua decisão, ponto”, declarou.
Falta de sensibilidade após o desconforto expresso
Ainda assim, Cristina reconheceu a legitimidade do humor praticado por Joana Marques.
No entanto, considerou que a situação mudou quando o incómodo foi comunicado.
“A partir do momento em que supostamente eles disseram ‘olha, isto está a afetar-nos, gostávamos que isto não se prolongasse’, eu aí acho que tinha de haver algum discernimento por parte de quem fez o humor”, argumentou.
A linha vermelha entre humor e profissão
Além disso, a apresentadora sublinhou que a sátira incidia sobre a capacidade vocal da dupla.
Na sua opinião, esse ponto ultrapassa a simples brincadeira.
“Eu acho que para haver um respeito entre todos nós, eu, se alguém me disser aqui à minha frente que o que eu disse magoou, eu não vou continuar. Mas isso sou eu”, afirmou.
Conclusão com nota pessoal
Por fim, Cristina Ferreira admitiu que, numa situação semelhante, poderia não apagar o conteúdo original.
Ainda assim, deixou claro que não insistiria.
A apresentadora concluiu que não iria “continuar a bater no ceguinho”, encerrando o debate com uma posição pessoal clara sobre limites, respeito e responsabilidade.

