Críticas a “duas leis de televisão: uma para os canais públicos, que se tem de cumprir à risca, e outra para os privados”, referiu Maurício de Carvalho, antigo repórter da RTP.
Nesse sentido, socorreu-se da sua página na rede social Facebook para lamentar a existência de “duas leis de televisão“, uma para os canais públicos, que “tem de cumprir à risca” todas as regras, e outra para os privados, “que não conta para nada“.
Assim, lembrou um episódio que se passou com ele há vários anos, quando trabalhava na RTP.
“Um dia, era eu repórter da RTP, tive de enfrentar um processo disciplinar porque, numa entrevista ao primeiro ministro português, deixei que se visse o rótulo da garrafa de água que ele tinha sobre a mesa. Ainda hoje, em todas as produções que a nossa equipa realiza para a televisão pública, faz-se imensa atenção a tudo o que é marca, que possa aparecer na imagem e ser confundida com publicidade“, começou por escrever, apontando de seguida o dedo à Entidade Reguladora para a Comunicação Social – ERC.
“A ERC está atenta e não perdoa qualquer desvio à norma. Mas será que a ERC só acompanha as produções da televisão pública portuguesa? Hoje assisti a um trabalho ‘jornalístico’ da SIC, o Boa Cama, Boa Mesa, ‘jornalístico’ porque parte do Jornal Nacional, que, do princípio ao fim, da primeira à última imagem, é uma produção publicitária disfarçada de ‘reportagem’, onde todos os elementos que caracterizam e identificam as empresas aparecem sem qualquer impedimento ou constrangimento“, assinalou.
“Há, portanto, duas leis de televisão: uma para os canais públicos, que se tem de cumprir à risca, e outra para os privados, que não conta para nada“, rematou.
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Assim, o ex-repórter fez Críticas a “duas leis de televisão: uma para os canais públicos, que se tem de cumprir à risca, e outra para os privados”.
