D.A.M.A. foram amor e alegria no Terreiro do Paço, na noite de ontem, perante milhares de pessoas que ali cantaram e emocionaram-se.
Texto: Rui Lavrador / Fotografias: André Nunes
Lisboa foi palco de uma celebração da música, da tradição e do amor, com um concerto memorável inserido nas Festas de Lisboa 2025.
Uma noite inesquecível em Lisboa
Este sábado, o Terreiro do Paço foi o cenário de um dos momentos altos das Festas de Lisboa 2025. Os D.A.M.A subiram ao palco para um espetáculo que combinou emoção, tradição e alma. Com um alinhamento cuidadosamente pensado, a banda celebrou a cidade e os afetos, sem nunca perder a sua essência.
Assim, desde o início, com a Marcha de Santo António, o concerto assumiu o tom festivo e popular. De seguida, temas como “Cheira a Lisboa” manteve o carácter popular, antes de começar a visita pela discografia da banda com “Luísa” e “Tempo Pra Quê”.
Uma banda reforçada e a estreia de bailarinas
Pela primeira vez em mais de 12 anos de carreira, os D.A.M.A contaram com bailarinas em palco, numa produção visualmente renovada. Além disso, estiveram acompanhados por uma formação alargada de músicos, conferindo uma nova profundidade ao som habitual da banda.
Nesse sentido, o momento com Los Romeros, nos temas “Lou(ca)mente” e “Não Me Importo”, trouxe energia e intensidade, com as bailarinas a abrilhantarem ainda mais a performance.
[Best_Wordpress_Gallery id=”8191″ gal_title=”dama-terreirodopaço-2025″]Homenagem à tradição e à cultura portuguesa
Um dos pontos altos da noite foi a homenagem à música tradicional portuguesa. “Laurindinha/Malhão” e “Amigos Coloridos”, interpretados com os Bandidos do Cante e um rancho (na primeira fase), deram voz e etnografia às raízes do folclore, do norte ao sul do país, antes dos jovens alentejanos irem ao seu pop-além-Tejo.
Já Beatriz Felício trouxe a sua voz fadista com interpretações de “Uma Casa Portuguesa” e “O Que Lá Vai”, dando voz à alma do fado, com a sua entrega e autenticidade, junto dos D.A.M.A.
O poder dos convidados
Ágata foi outro dos nomes a brilhar, com a sua presença carismática nos temas “Sozinha” e “Comunhão de Bens”. Fresca e poderosa foi a sua atuação que arrancou muitos aplausos.
No final, Buba Espinho conquistou o público com a alma que colocou em “Lisboa Menina e Moça”. A sua atuação foi, sem dúvida, um dos momentos mais aguardados da noite. O público gritou o seu nome, demonstrando o carinho que lhe é dedicado.
“Casa”: o encerramento perfeito
O concerto terminou de forma mágica. Com o tema “Casa”, tendo todos os convidados em palco, enquanto os telemóveis acesos transformaram o Terreiro do Paço num céu estrelado. Um momento de beleza rara que emocionou artistas e plateia.
[Best_Wordpress_Gallery id=”8192″ gal_title=”dama-terreirodopaço-2025-1″]Criatividade e evolução com identidade
Ao longo dos anos, os D.A.M.A têm sabido reinventar-se. Este concerto provou, mais uma vez, que é possível inovar sem perder a identidade. A junção de sonoridades, convidados e dança foi mais do que um espetáculo — foi uma declaração de amor à cultura e às pessoas.
Uma mensagem que vai além da música
Apesar da alegria contagiante, o concerto deixou uma mensagem profunda sobre o amor. Um amor que vai além do romântico — um amor que se traduz em cuidado, empatia e presença.
O concerto – por muito festivo que tenha sido e com uma alegria enorme – deixa uma principal mensagem sobre amor. Amar aqueles que nos são importantes. Sabermos ser ‘casa’ dessas pessoas. Amarmos sem barreiras. Sermos colo. E as que nos desiludem ou nos vão atraiçoando, devemos deixar partir, desejando apenas luz nas suas vidas.
Mais do que uma noite de música, foi uma celebração daquilo que nos liga: o amor, a cidade e as nossas raízes.
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