Da Weasel dão único concerto de 2026 no MEO Marés com Rui Massena e orquestra de 24 músicos, segundo foi já anunciado.
Os Da Weasel regressam ao MEO Marés na próxima sexta-feira, 17 de julho, para o único concerto da banda em 2026. A atuação começa às 23h30, na Praia do Aterro, e terá um formato preparado especialmente para esta noite.
Três anos depois de terem reunido mais de 40 mil pessoas no mesmo festival, os músicos apresentam um alinhamento renovado. O espetáculo estará dividido em três atos e passará pelos temas mais conhecidos e intensos da carreira do grupo.
Um dos principais momentos acontecerá durante o segundo ato. Rui Massena irá dirigir uma orquestra de 24 elementos, criada para acompanhar os Da Weasel, sendo também responsável pelos arranjos.
Da Weasel regressam ao MEO Marés três anos depois
A última passagem dos Da Weasel pelo MEO Marés aconteceu em 2023 e ficou marcada por uma assistência superior a 40 mil pessoas.
Agora, a banda volta à Praia do Aterro com uma estrutura diferente daquela que habitualmente apresenta ao vivo. Segundo a informação divulgada em comunicado, o concerto foi concebido em três partes, permitindo percorrer várias fases do repertório.
Além dos clássicos, o alinhamento incluirá algumas das canções mais intensas da discografia da chamada “Doninha”.
Esta será a única oportunidade para assistir aos Da Weasel ao vivo durante 2026. A organização dirige o espetáculo tanto ao público que acompanhou o percurso da banda como às gerações que descobriram o grupo mais tarde.
Rui Massena recupera colaboração que marcou a banda
A presença de Rui Massena recupera uma colaboração que teve um momento central num concerto realizado em Belém.
Carlão recordou como surgiu o desafio de juntar os Da Weasel a uma orquestra, numa altura em que o grupo mantinha uma intensa atividade ao vivo.
“Por muito longa e frutífera que seja a carreira de uma banda, há uma série de momentos que se tornam indeléveis na sua memória colectiva: a primeira passagem na rádio, o primeiro concerto, o primeiro festival, o primeiro prémio, a gravação de um disco mais especial, a filmagem ‘daquele’ videoclipe… Enfim, toda uma série de ocasiões mais ou menos pomposas que nos deixaram uma marca boa (quase sempre), e nos fortaleceram, deram pica, alegria e vontade de fazer mais, melhor e diferente.”
Entre esses momentos, o músico coloca a atuação com Rui Massena num lugar particular da história dos Da Weasel.
“O concerto com o Maestro Rui Massena em Belém figura nessa galeria sem qualquer sombra de dúvida: numa altura em que as actuações ‘normais’ dos Da Weasel seguiam em velocidade de cruzeiro com um motor bem oleado e toda uma engrenagem que praticamente se mexia sozinha, tantos eram os concertos que fazíamos, é-nos proposto o desafio de tocar com uma orquestra.”
Primeiros arranjos confirmaram dimensão do projeto
De acordo com Carlão, a perceção de que estavam perante algo diferente surgiu ainda antes dos ensaios presenciais, quando conheceram as primeiras propostas de Rui Massena.
“Na primeira vez que ouvimos a proposta do Rui de arranjos para os nossos temas, ainda em computador, sentimos a certeza de que iríamos fazer algo realmente novo para nós. Algo que iria acrescentar. Algo grandioso.”
Depois, o trabalho desenvolvido em conjunto aproximou os elementos da banda, o maestro e os músicos envolvidos na produção.
“Dos ensaios à apresentação fomos reforçando essa convicção, à medida que criávamos uma relação para além do profissional não só com o Maestro, mas com os músicos da orquestra, todos a puxar para o mesmo lado, com a mesma vibração.”
O resultado tornou-se uma referência interna para os Da Weasel, sobretudo pela dimensão musical oferecida pela orquestra.
“O espectáculo de Belém foi um dos momentos mais bonitos da história dos Da Weasel e, surpreendentemente, apesar de trabalhoso, não foi difícil. Difícil foi fazer os primeiros concertos seguintes sem aquele acompanhamento genial de uma riqueza musical como só uma orquestra pode oferecer.”
“Trazer uma página de história para o presente”
Rui Massena encara o reencontro como uma recuperação desse episódio, agora apresentado a um público que atravessa diferentes gerações.
“Aquilo que vamos fazer é trazer uma página de história para o presente. A Torre de Belém foi o cenário de uma experiência épica que marcou uma geração. Agora, é tempo de a apresentar aos filhos dessa geração, e a todos os que cresceram com a energia, a coragem e a verdade dos Da Weasel.”
Para o maestro, a colaboração tem também uma dimensão pessoal, devido à influência que a banda exerceu no seu próprio percurso.
“Para mim, esta junção tem um sentido íntimo: é voltar a uma banda que me inspirou o caminho, que me mostrou que a música podia ser irreverência, identidade e catarse ao mesmo tempo.”
O concerto no MEO Marés representa, por isso, mais do que a repetição de uma fórmula anteriormente apresentada.
“Regressar a palco com eles não é apenas um reencontro. É um ciclo que se fecha e outro que se abre. É olhar para trás com gratidão e para a frente com a mesma fome de criação que nos trouxe até aqui.”
Rui Massena terminou destacando o lugar dos Da Weasel na música portuguesa e a importância de voltar a partilhar o palco com o grupo.
“Os Da Weasel são história, e história viva. E estar ao lado deles neste momento é, para mim, uma honra e um privilégio.”
O concerto está marcado para as 23h30 de 17 de julho, na Praia do Aterro. O segundo dos três atos contará com a orquestra de 24 músicos dirigida por Rui Massena.
