Débora Monteiro reage ao fim do Domingão e recorda estigma entre colegas: “A festa continua”, afirmou a atriz e apresentadora.
Débora Monteiro reagiu este domingo, 23 de agosto, ao anunciado fim do Domingão. O programa das tardes de domingo da SIC despede-se dos telespectadores a 20 de setembro, depois de seis anos de emissão, uma decisão que também já tinha merecido uma reação emocionada de Emanuel.
Presente no formato desde a primeira emissão, a atriz e apresentadora recebeu várias mensagens do público e fez um balanço do trabalho desenvolvido pelo programa, particularmente na divulgação das tradições portuguesas.
“Recebi muitas mensagens de quem nos acompanha há seis anos. Tudo tem um princípio e um fim, mas o mais importante é saber que durante tanto tempo levei a casa de quem nos segue e dos nossos imigrantes um bocado da nossa cultura, das nossas terras, das nossas gentes e muita alegria. A festa continua, até já”, escreveu nas stories do Instagram.
Débora Monteiro acompanhou o programa desde o primeiro dia
Débora Monteiro foi uma das figuras regulares do Domingão ao longo dos últimos seis anos. A atriz partilhou a apresentação com nomes como João Baião, João Paulo Sousa e Emanuel, que também acompanharam o formato desde o início.
Aos 43 anos, Débora Monteiro já tinha reconhecido que a participação num programa dedicado à música popular portuguesa lhe trouxe estabilidade financeira, mas também algum preconceito no meio da representação.
“Enquanto atriz, sinto o estigma de estar a fazer um programa de música popular portuguesa. Existe algum estigma por parte de alguns dos meus colegas, mas depois existe a verdade da vida das pessoas, que é: tenho um ordenado. Sendo artista, não é fácil ter um ordenado mensal, porque quando não trabalhas vais ter de gerir o dinheiro que tens”, explicou anteriormente.
O Domingão permitiu-lhe, assim, conciliar a representação com um projeto televisivo regular, numa profissão marcada pela incerteza entre trabalhos.
Emanuel divide-se entre a nostalgia e o sucesso do formato
Emanuel também lamentou o desaparecimento do programa da grelha da SIC. Em declarações ao 24Horas, o cantor e apresentador, de 69 anos, admitiu sentimentos contraditórios perante a última emissão.
“Por um lado, gostaria que o programa continuasse, mas por outro lado, tenho de admitir que foi um sucesso absoluto”, afirmou.
Segundo recordou, o Domingão nasceu em julho de 2020 como uma aposta destinada inicialmente aos meses de verão, mas acabou por permanecer na antena para lá do período da pandemia.
“Depois seria durante a pandemia, a pandemia terminou e o programa continuou e durou, incrivelmente, seis anos e três meses, o que é incrível”, referiu, contabilizando o período até à despedida.
Apesar de reconhecer a longevidade alcançada pelo formato, Emanuel não escondeu a tristeza por abandonar um projeto ao qual esteve ligado desde o início.
“Vai terminar uma coisa que eu gostava muito de fazer, mas, acima de tudo, o público gostava muito”, declarou.
“Caminho da Alegria” percorreu o país
O cantor destacou ainda a importância do Caminho da Alegria, segmento de rua que levou o Domingão a diferentes pontos do país.
“Levou música e animação às aldeias, às vilas, às pequenas e grandes cidades”, afirmou.
Emanuel salientou que o programa promoveu “eventos dos municípios”, divulgou “o nosso património cultural, histórico e paisagístico” e mostrou “Portugal aos portugueses como nunca ninguém o fez”.
Para o apresentador, o impacto do formato ultrapassou a componente de entretenimento.
“Não foi só um programa de televisão, foi também por serviço público”, concluiu.
A última emissão do Domingão está marcada para 20 de setembro. Até lá, Débora Monteiro, Emanuel e as restantes figuras do programa continuarão a ocupar as tardes de domingo da SIC.
