DeepDance Show 2026: Xana Miranda afirma que o pole dance é “uma ferramenta de empoderamento e superação”

DeepDance Show 2026: Xana Miranda afirma que o pole dance é “uma ferramenta de empoderamento e superação”, assinalou.

Fotografias: Carlos Pedroso

O DeepDance Show 2026, promovido pela Deep Dance Pole Dance Studio, levou ao palco do Ateneu Artístico Vilafranquense o espetáculo “Viagem no Tempo das Divas Pop”, numa noite dedicada à arte, à força e à expressão corporal.

Após a realização do evento, falámos com Xana Miranda, responsável pelo projeto, para perceber a essência da iniciativa e o crescimento do pole dance em Portugal.

“Mais do que uma modalidade, é uma ferramenta de empoderamento”

Antes de mais, Xana Miranda explicou a origem do projeto e a sua visão para a modalidade.

“O projeto nasce da vontade de mostrar o pole dance como modalidade desportiva e artística. É uma disciplina completa que combina força, flexibilidade, técnica e expressão. O nosso objetivo é promover a prática com qualidade, segurança e respeito pela sua vertente artística e desportiva. Mais do que uma modalidade, é uma ferramenta de empoderamento, superação e expressão.”

Além disso, destacou a ligação pessoal à disciplina.

“Escolhi o pole dance porque junta força, técnica, dança e emoção numa só disciplina. É desafiante fisicamente, mas também trabalha muito a autoestima e a confiança. O meu objetivo sempre foi criar um espaço seguro onde qualquer pessoa pudesse descobrir a sua força, física e interior.”

Assim, o projeto assume-se como um espaço inclusivo e formativo.

Divas pop/rock como inspiração

O espetáculo prestou homenagem a grandes nomes da música pop e rock. No entanto, Xana esclarece que o pole dance não está limitado a um estilo musical.

“Não. O pole dance é extremamente versátil e adapta-se a qualquer estilo musical. Escolhemos as divas pop/rock pela mensagem de poder e presença em palco, mas o pole pode ser contemporâneo, clássico, sensual, acrobático ou puramente desportivo.”

Deste modo, a escolha artística do espetáculo procurou transmitir força e identidade cénica.

“O crescimento que vemos não é moda, é reconhecimento”

Apesar de ainda existir alguma associação ao entretenimento noturno, Xana Miranda sublinha que essa visão está ultrapassada.

“O pole deixou há muito de estar ligado apenas ao entretenimento noturno. Hoje é reconhecido como modalidade desportiva, com competições nacionais e internacionais. Em Portugal existe a Federação Portuguesa de Pole que regula, organiza e promove a vertente competitiva da modalidade. O crescimento que vemos não é moda, é reconhecimento.”

Consequentemente, o pole dance tem vindo a afirmar-se também no panorama competitivo.

Participação masculina em crescimento

Quanto à adesão masculina, a responsável admite que o preconceito ainda existe, mas está a diminuir.

“Ainda existe algum preconceito, mas cada vez menos. O pole exige força, resistência e controlo corporal, o que atrai muitos homens quando experimentam. Nas competições e espectáculos a participação masculina é cada vez mais comum e valorizada.”

Assim, a modalidade apresenta-se cada vez mais diversa.

Uma prática “dos 8 aos 80”

Por fim, Xana Miranda reforça que o pole dance não tem limite de idade.

“Sem dúvida. O pole adapta-se ao nível e às capacidades de cada pessoa. Temos crianças, jovens, adultas e mulheres mais maduras — cada uma com o seu ritmo, o seu estilo e os seus objetivos.”

E acrescenta:

“Não há idade para começar. Há apenas vontade. E muitas vezes vemos que quem começa mais tarde é quem mais se surpreende com aquilo que consegue alcançar.”

Desta forma, o DeepDance Show 2026 não foi apenas um espetáculo, mas também uma afirmação pública do pole dance enquanto modalidade artística, desportiva e inclusiva em Portugal.

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