Uma caça a vampiros, uma greve interrompida por Drácula e o regresso de Vlad, o Empalador, num conto de ficção científica cabem no novo filme de Radu Jude. «Drácula» estreia-se a 29 de outubro e reúne várias histórias em torno do mito, numa comédia de 170 minutos que cruza épocas, géneros e experiências narrativas.
O realizador de «Não Esperes Demasiado do Fim do Mundo» e «Kontinental’25» parte de uma das figuras mais associadas à Roménia para construir uma obra que o comunicado de imprensa apresenta como “totalmente imprevisível e carnavalesca”.
A própria apresentação do filme antecipa essa multiplicidade: “Radu Jude traz-nos a sua versão do DRÁCULA… ou devemos dizer: versões?”
Um realizador testa os limites de uma inteligência artificial falsa
No centro da proposta está um jovem realizador que procura novas possibilidades para contar histórias. A sinopse coloca a pergunta que serve de ponto de partida ao filme: “O que acontece quando um jovem e curioso realizador desafia a sua criatividade com as possibilidades ilimitadas de uma inteligência artificial falsa?”
A resposta passa por uma sucessão de narrativas antigas e contemporâneas. Além dos vampiros, dos zombies e da greve, o filme inclui uma adaptação da primeira novela romena de vampiros, um romance trágico e um conto popular descrito como vulgar.
O comunicado acrescenta ainda “histórias kitsch geradas por inteligência artificial… e muito mais!”, enquadrando o filme como uma exploração de diferentes formas de recontar a figura de Drácula.
Uma comédia de 170 minutos com produção de seis países
Realizado por Radu Jude, «Drácula» é uma produção de 2025 que reúne Roménia, Brasil, Áustria, Luxemburgo, Suíça e Reino Unido.
Falado em romeno e apresentado como uma comédia, o filme tem 170 minutos de duração. A estreia está marcada para 29 de outubro, levando às salas uma abordagem ao mito que troca uma única história por um conjunto de versões e registos.
