Eduardo Madeira sobre o bullying à filha: “ela continua a ser chateada, assediada, continuam atrás dela”

Eduardo Madeira sobre o bullying à filha: “ela continua a ser chateada, assediada, continuam atrás dela”, assinalou.

Humorista falou pela primeira vez sobre o tema no “Dois às 10”

Eduardo Madeira esteve esta quinta-feira, 5 de março, no programa “Dois às 10”, da TVI. O humorista conversou com Cristina Ferreira e Cláudio Ramos sobre o novo espetáculo “Grande Entre os Assassinos”, mas acabou também por abordar um tema pessoal.

Durante a entrevista, falou publicamente sobre o bullying que a filha Leonor, de 12 anos, tem enfrentado. O assunto tinha sido mencionado recentemente nas redes sociais e foi aprofundado no programa.

Mudança de comportamento da filha alertou a família

Segundo Eduardo Madeira, tudo começou no início do atual ano letivo. A família percebeu rapidamente que algo não estava bem com a jovem.

“A Leonor é muito extrovertida, muito alegre (…), no início deste ano lectivo a Leonor transformou-se a 100%”.

Perante a mudança de comportamento, os pais decidiram conversar com a filha. Foi então que perceberam a gravidade da situação.

“E entretanto, falámos com ela (…) e ela confessou… E, de repente, ela não quer ir para a escola e percebemos que o problema era um bocadinho mais grave e nós fomos logo muito rápidos a reagir”.

Tentativas de diálogo com a escola não tiveram resposta

O humorista explicou que tentou resolver o problema através do diálogo. Juntamente com a mulher, Joana Madeira, procurou falar com os pais das crianças envolvidas e também com responsáveis da escola.

Contudo, segundo relatou, as tentativas não tiveram resultado.

“Porque é que eu partilho? Porque, na verdade, ela continua a ser chateada, assediada, continuam atrás dela (…)”.

Entretanto, Leonor acabou por sair da escola onde os episódios estavam a acontecer.

Apelo aos pais para não ignorarem sinais

No final da conversa, Eduardo Madeira deixou uma mensagem dirigida a outros pais. O humorista defendeu que situações de bullying não devem ser ignoradas ou minimizadas.

“Os pais têm que fazer alguma coisa, não se podem calar. O que nos pediram- bateram na porta errada- foi ‘calem-se lá, deixem passar’. Não, não passa, no nosso caso vai ficar resolvido, não é um problema gravíssimo, porque nós reagimos rapidamente, mas o que eu digo às pessoas é: não se calem! Como se diz hoje em dia a vergonha tem que mudar de sítio. Ou seja, a vergonha tem de ser de quem está a fazer mal, não é de quem é vítima”.

Assim, o humorista aproveitou a visibilidade televisiva para chamar a atenção para o problema do bullying, incentivando as famílias a reagirem sempre que surgirem sinais de alerta.

Veja este momento AQUI.

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Tiago Santos
Tiago Santos
Colaborador na área da redação de artigos no site Infocul.pt. Gosto particular pelas áreas da televisão, social & lyfestile.

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