Um acompanhamento simples que muitas vezes acaba por roubar o protagonismo do prato.
Na última receita desta rubrica houve um belo bife da vazia Angus com massada de tomate e cogumelos. Desta vez, ficamos apenas pelo acompanhamento. E digo “apenas” com algum cuidado, porque quem gosta realmente de arroz de tomate sabe que ele consegue muito bem ocupar o lugar principal no prato.
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Há receitas complicadas, cheias de técnicas e ingredientes difíceis de encontrar. E depois há aquelas receitas simples que, quando bem feitas, conseguem roubar completamente o protagonismo da mesa. O arroz de tomate pertence claramente a esta segunda categoria.
Em muitas casas portuguesas é apenas um acompanhamento. Mas, para mim, é muito mais do que isso. É provavelmente o meu acompanhamento preferido — ao ponto de muitas vezes, acabar a comer apenas o arroz e dispensar tudo o resto. Sim, acontece mais vezes do que devia… mas quem nunca?
A verdade é que esta é uma daquelas receitas rápidas, simples e cheias de sabor. Não há truques escondidos nem técnicas complicadas. Precisa apenas de algum cuidado na panela, bons ingredientes e aquele ingrediente que não vem listado na receita: um bocadinho de amor a cozinhar. Pode parecer cliché, mas faz mesmo diferença.
Se é o melhor arroz de tomate do mundo? Isso cada um decide depois de provar. Mas aviso já: há fortes probabilidades de repetir.
Ingredientes (para 4 pessoas)
Mercearia
200 g de arroz carolino
500 g de tomate (fresco, de lata ou polpa de tomate)
Frutaria
1 cebola
1 pimento vermelho (opcional)
Temperos
2 folhas de louro
Pimenta preta q.b.
1 pitada de sal
Gorduras
2 colheres de sopa de azeite
Líquidos
650 ml de água (aproximadamente 3 vezes a quantidade de arroz)
Preparação
Picar a cebola, cortar o pimento em cubos pequenos e o tomate em pedaços.
Num tacho, juntar o azeite, a cebola picada e as folhas de louro. Deixar cozinhar durante alguns minutos, até a cebola ficar translúcida.
Juntar o pimento e deixar cozinhar durante 1 a 2 minutos, em lume médio.
Adicionar o arroz e o tomate ao tacho. Envolver bem e deixar cozinhar durante 1 a 2 minutos, para que o arroz absorva os sabores do refogado.
Juntar a água, o sal e a pimenta preta.
Deixar levantar fervura em lume médio-baixo. Quando começar a ferver, baixar o lume, tapar o tacho e deixar a tampa ligeiramente aberta para permitir a saída de vapor. Deixar cozinhar durante cerca de 15 minutos.
Passado esse tempo, desligar o lume. Tapar o tacho completamente e deixar o arroz repousar durante 5 minutos antes de servir.
Se tudo correr bem, o resultado será um arroz cremoso, cheio de sabor e com grandes probabilidades de desaparecer rapidamente da panela.
Para quem gostar, uns coentros frescos picados no final dão um toque extra de frescura que combina muito bem com o tomate.
Ao adicionar o tomate, pode também juntar uma pequena pitada de açúcar, apenas o suficiente para equilibrar naturalmente a acidez.
Entre tachos e pedras, seguimos à mesa.





