Fátima Lopes revela tudo sobre saída da TVI: “Ou me escolhia ou deixava-me enterrar”, considerou a apresentadora.
Apresentadora admite que decisão foi tomada para preservar a saúde mental
Fátima Lopes voltou a abordar publicamente os motivos que a levaram a deixar a TVI, onde esteve durante vários anos. No podcast A Esperança atrás do Muro, a comunicadora abriu o coração e explicou que a decisão não foi fácil, mas tornou-se inevitável.
“Saí da TVI em prol, primeiro, da minha sanidade mental, que tem muito valor, da minha sanidade mental. Ou seja, há alturas em que nós temos de decidir se nos escolhemos ou se nos deixamos enterrar. E eu, mesmo não sabendo o que é que estava do outro lado do muro, havia esperança”, afirmou em conversa com André Filipe Oliveira.
“Não estava a ser tratada como merecia”
A antiga apresentadora das tardes da estação de Queluz de Baixo revelou que já não se sentia bem no ambiente profissional. A falta de reconhecimento foi uma das razões que a fez sair.
“Eu estava numa casa onde eu não estava feliz, não estava a ser tratada como eu achava que merecia, e portanto, eu fui ensinada assim, se não estás bem aqui, se não te tratam como tu mereces, está na altura de vir embora, mesmo que eu não saiba o que é que vem a seguir”, confidenciou.
O peso emocional dos programas diários
Além disso, o cansaço acumulado ao longo de décadas em televisão também teve impacto. Fátima sublinhou o desgaste emocional causado pelos conteúdos que apresentava.
“Corajosamente, é verdade. Cansada também, porque fazer programas todos os dias com muitos dramas dos outros, e eu tive 27 anos a ouvir essas histórias dos outros, é uma coisa pesada”, explicou. Segundo a apresentadora, chegou a um ponto em que já não se reconhecia. “Eu sou uma pessoa que gosta de brincar, que é alegre, e deixei de ser isso.”
“Havia uma luz a apagar-se”
Para Fátima Lopes, a decisão trouxe finalmente tranquilidade. Hoje, considera que fez a escolha certa ao virar a página.
“Havia uma luz a apagar-se. E eu disse, não. Isto, juntamente com o facto de não se estarem a portar bem comigo, vou à minha vida, segue em frente, que lá mais para frente haverá qualquer coisa boa. E tem havido muita coisa boa, felizmente.”
