Filho de Pedro Lima sobre a morte do pai: “Continua a viver em mim e em todos”, disse em entrevista a Manuel Luís Goucha.

João Francisco Lima concedeu uma entrevista a Manuel Luís Goucha, na TVI, e recordou Pedro Lima.
“A saudade muda de cor?”, questionou Goucha.
“Não. É sempre a mesma. Não sei que cor tem, mas tem um grande sorriso“, respondeu João Francisco.
“Continua a viver em mim e em todos. Há alguns traços de personalidade que absorvi dele, a questão das amizades, fomentar as amizades, era o que me identificava com o meu pai”, disse sobre o pai, explicando que apenas tem memórias agradáveis.
Vive na Irlanda, mas o surf continua presente na sua vida: “Tenho que ir para dentro de água haja ondas, ou não haja ondas”, explicou.
Recordar que o surf era das actividades preferidas do actor.
“Continuo a fazer surf com ele, aliás, esse é o maior propósito: permitir-lhe correr para a água como sempre correu. Tenho sempre essa obrigação de o levar comigo. Tenho que ir porque quero que ele vá”, disse João Francisco.
“Há um termo técnico que define o que eu considero ser a minha situação que é o crescimento pós-traumático, que é crescimento que advém de uma situação traumática, mas que para existir tem que haver introspeção e reflexão sobre o que se passou e como é que podes andar para a frente”, disse sobre o seu actual momento.
“Eu sabia que o meu pai estava deprimido. Agora o que eu não sabia é que há alguns sinais que uma pessoa deprimida pode dar, que não são tristeza e apatia, e que como as pessoas não sabem o que é, não têm sequer noção de que esses sinais podem estar a prever uma decisão como o suicídio”, referiu.
Explicou que se pode perceber que a pessoa está triste, mas não o estado que já tomou uma decisão de colocar fim à sua própria vida.
“Podemos ver que uma pessoa está mais triste, mas o que não sabemos são os sinais e a dimensão dos sinais que prevê que nesse estado a pessoa já possa tomar uma decisão desta magnitude”, rematou.
