Filipe Delgado elogia Jorge Guerreiro e recorda viragem na carreira na 1.ª Companhia, assinalou aos colegas.
Conversa entre recrutas afasta tensão e aproxima histórias de vida
Entre memórias e confidências, Filipe Delgado e Rui Freitas encontraram um momento de pausa na Base da 1.ª Companhia.
Longe do clima competitivo, a conversa centrou-se na música, nas amizades e no percurso artístico de ambos.
Nesse contexto, Filipe deixou de lado a postura mais combativa para recordar o início da carreira e o valor das relações no meio musical.
Declaração emotiva sobre Jorge Guerreiro
A certa altura, o nome de Jorge Guerreiro surgiu naturalmente na conversa.
Para Filipe Delgado, o colega é uma figura incontornável, tanto profissional como pessoalmente.
“Isto foi em 2010, foi quando eu conheci o Jorge Guerrero. Abraço para o Jorge Guerrero, que é um querido, é um ‘ganda’ ser humano, ‘ganda’ Jorge. Amo o Jorge”, afirmou, visivelmente emocionado.
Rui Freitas reagiu de imediato, reforçando a ideia de unanimidade.
“Quem é que não gosta dele?”, questionou.
Sem hesitar, Filipe acrescentou:
“Acho que não há ninguém que não goste do Jorge Guerrero. Amigo, amigo, ainda não cantaste a tua música, mas vamos cantar. Mais logo, que agora a gente está rouca”.
Festival da Canção marcou ponto de viragem
Além das amizades, a conversa abriu espaço para recordar um momento decisivo na vida pública de Filipe Delgado.
O cantor destacou a importância da sua passagem pelo Festival da Canção, apesar de não ter chegado à final.
“Nesse ano, só passavam seis de cada semifinal. E eu, salvo erro, fiquei em oitavo. Tive 900 e não sei quantos votos. 900 votos de uma pessoa que ninguém conhece de lado nenhum. Estás a ver? Eu fiquei assim: está cumprido”, explicou.
Segundo revelou, esse reconhecimento teve efeitos inesperados.
“Após o Festival da Canção, por incrível que pareça, que eu nem cheguei à final, abriram-se várias portas. Tu acreditas nisto?”, acrescentou.
Rui Freitas destaca mudança no mercado musical
Por outro lado, Rui Freitas aproveitou o momento para sublinhar a evolução da música em Portugal.
O recruta destacou a crescente valorização da música popular em grandes prémios.
Referindo-se aos Prémios Play, Rui recordou a sua nomeação.
“Abriram a categoria [de música popular] o ano passado, há dois anos. E no segundo ano nós ficámos selecionados. Foi tu, foi o Toy. O Toy ganhou, e muito bem. Mas só a experiência de lá estar e de seres nomeado, incrível”, partilhou.
Olhar lançado para os prémios internacionais
A conversa estendeu-se ainda ao plano internacional.
Curioso, Filipe Delgado mencionou os International Portuguese Music Awards.
“E o Zipma [IPMA]? Pelo que a Paulinha me explicou, acho que tem que ser de novembro a novembro”, comentou.
Enquanto vestem a farda diariamente, Filipe Delgado e Rui Freitas continuam a usar o espaço do programa para dar voz à música popular, mostrando que, tal como na vida militar, a arte também exige resiliência, união e camaradagem.
