Giulia Be com versão deluxe do disco de estreia e elogios a Portugal: “Portugal tem uma cena musical muito diversa e interessante”

Giulia Be com versão deluxe do disco de estreia e elogios a Portugal: “Portugal tem uma cena musical muito diversa e interessante”, destacou a artista brasileira.

Giulia Be com versão deluxe do disco de estreia e elogios a Portugal: "Portugal tem uma cena musical muito diversa e interessante"

Giulia Be, uma das principais cantoras brasileiras de música pop do momento, lançou uma versão deluxe do seu álbum de estreia.

“DISCO VOADOR”, versão deluxe, inclui 5 músicas extra, como “Perfeita” e dois feats muito especiais.

Foi em novembro de 2022 que saiu a versão standard do disco, com 13 temas, dividida em 3 partes: compostos por músicas vibrantes (Lado A-LIEN”), sensíveis (“Lado B-E”) e multilíngues (“Multiverso”).

Agora, versão deluxe há ainda o “Lado C” que inclui músicas inéditas e o “Lado D-ELOREAN”, com músicas já editadas e que serve como referência direta ao famoso carro do clássico da ficção científica “Back To The Future”.

A cantora concedeu uma entrevista ao Infocul.pt, na qual abordou a versão deluxe do disco, a sua carreira, além da cena musica portuguesa e, obviamente, a gastronomia a que ninguém resiste.

“DISCO VOADOR” Deluxe conta com autoria e produção de Giulia, ao lado dos seus parceiros de longa data: Danyel, irmão mais velho e compositor, e o produtor Paul Ralphes, com quem trabalha desde “menina solta” e que trabalhou com nomes como Tiago Iorc e Jão.

Giulia Be com versão deluxe do disco de estreia e elogios a Portugal: "Portugal tem uma cena musical muito diversa e interessante"

Fique a conhecer um pouco melhor as músicas adicionais na versão deluxe do disco.

Nas palavras de Giulia Be:
“perfeita” – “O álbum precisava de uma música que falasse de uma jornada por dentro de mim. Em cada verso de cada música, eu sinto que exponho um pedacinho de mim, mostro um pouco de quem eu sou e sem querer me coloco bem ali na palma da sua mão. Em ‘perfeita’ isso foi multiplicado por um milhão.”
 
“volta pra cama” – “Essa faixa diz muito sobre mim e como eu enxergo relacionamentos.
Porque às vezes ambos os lados fizeram muitas coisas de errado, mas é inevitável que fiquem juntos e eventualmente eles vão se ajustar um ao outro e se entender. No fim, o que importa não são os dramas do dia a dia, nem o orgulho, e sim o que a gente guarda no peito.”
 
“TARDE DEMAIS” – “Essa foi a primeira oportunidade que eu tive de fazer uma música quase que em conjunto com o Danyel, porque é sobre um sentimento bem parecido que a gente já tinha vivenciado. Foi um momento de cura para os dois, fazer essa balada em piano tão verdadeira.”

“jantar de família” (feat. Clarissa) – “Eu tinha essa música guardada há muito tempo, e ela acabou ganhando muita força com duas vozes cantando, duas cantoras com um senso compartilhado depois. Ela mostra que às vezes tudo que a gente precisa pra passar por uma situação chata é alguém pra passar por ela com a gente.”
 
“FIQUE BEM!” (feat. Papatinho) – “Sempre adorei rap, mas nunca tive autoconfiança de transformar meus poemas em um flow. Guardei essa música por anos, até que eu mostrei essa música para o Papato e ele adorou, criou um beat fantástico. Estou muito feliz de ter esse apoio dele por toda a importância que ele tem para o rap nacional, como parte do ConeCrewDiretoria.”

Giulia Be com versão deluxe do disco de estreia e elogios a Portugal: "Portugal tem uma cena musical muito diversa e interessante"

Seguidamente, apresentamos a entrevista que Giulia Be nos concedeu. As respostas encontram-se redigidas em Português do Brasil, de forma a respeitar integralmente a mensagem da artista, sem qualquer tradução livre.

O que podem os fãs esperar da edição deluxe do ‘Disco Voador’?

São 22 músicas que marcam momentos diferentes da minha vida e carreira. Confesso que foi bem difícil escolher as que fariam parte, porque tenho outras músicas incríveis que ainda não tive a oportunidade de mostrar… Mas o deluxe mostra partes de mim que as pessoas talvez não conheçam, e eu estou sempre tentando ser a minha versão mais verdadeira com meus fãs porque acho que as melhores músicas precisam dessa autenticidade. Além disso, nas inéditas temos duas participações muito especiais pra mim, PAPATINHO e CLARISSA, dois amigos que amo e admiro há muito tempo. é um sonho que me preparo há anos e que finalmente está sendo realizado.

Em que momento se encontra Giulia Be enquanto artista e mulher?

Essa era marcou uma transformação pra mim. O álbum prova o quanto fui aprendendo com a vida e o quanto estou amadurecendo enquanto mulher. Sempre me fiz presente nas decisões da minha carreira, e é catártico poder dividir isso com o mundo depois de tanto tempo planejando. Assim como todas nós mulheres, sou múltipla. me entrego no estúdio, me recarrego dentro de casa e me encontro através das minhas decisões. reconheço que mudei, fiz as pazes comigo mesma, e me perdoei por qualquer parte de mim que antes julgava. “perfeita” é sobre isso, e o resto do disco só revela a dimensão por trás dessa metamorfose.

Sobre o disco deluxe referiu: “A gente escolhe mudar..evoluir… e dessa vez vou me despir por inteira. Sair do casulo e me virar do avesso pra vocês verem meu coração de dentro pra fora”. Sente que este é o momento de criar uma ligação mais emocional com os seus fãs e dar-se a conhecer de uma forma mais intensa?

Eu queria poder explicar o sentimento bizarro que é conhecer um suposto estranho que mora em outro canto do mundo e do nada, quase que instantaneamente passar a amar aquela pessoa, simplesmente por compartilhar uma música, uma noite ou uma história juntos. É como um filme da Disney. Além da conexão que sei que vamos sentir nos shows, estou muito animada para os Meet & Greet, onde eu consigo conhecer de perto tanta gente que me apoia e se identifica com minhas letras. Minhas músicas são o meu diário, escrevo tudo que estou sentindo e quando consigo transmitir isso para as pessoas, é impossível não nos aproximarmos. Basicamente, o meu mundo é dos beers, estou apenas vivendo nele (risos).

Desde novembro, quando foi lançada a versão standard do ‘Disco Voador’, que feedback tem tido do público?

Em todos os meus projetos, eu mesma acabo me cobrando mais do que qualquer outra pessoa, porque sempre quero dar o melhor de mim. Mas esse disco não é só meu. A partir do momento que eu o lancei, ele passa a ser nosso. Minha maior alegria é ler os comentários e ver que tanta gente consegue enxergar as mensagens que eu queria passar, e se sentem tocadas por isso. É o maior presente que um artista pode receber: amor.

Falando um pouco de Portugal, qual a ligação que existe actualmente entre si e o público português?

O público de Portugal sempre foi tão amoroso comigo, sinto uma conexão muito grande com os meus “tuguinhas”, como os apelidei. Recebo várias mensagens de carinho deles e também de muitos brasileiros que moram lá. Sou eternamente grata pelo calor e carinho do público de Portugal, por me abraçarem tanto e curtirem minhas músicas. Não vejo a hora de estar nos palcos, comemorando meu aniversário com eles no início da turnê.

Quais os próximos concertos em Portugal e o que podemos esperar em termos de espectáculo, ao nível de cenário, banda e alinhamento?

Dia 9 de agosto estarei me apresentando no MEO Sudoeste, um festival que há muito tempo sonho em participar. depois em Viseu, no dia 12, e no dia 14 numa região perto de Lisboa. Estou me preparando muito! Ensaiando a voz, soltando o corpo, e agora afinando os ajustes para a performance. Quero que tudo esteja alinhado de maneira exímia. prometo dar o meu melhor — vai ser muito especial.

Há parcerias em vista com artistas portugueses?

No momento não, mas é algo que quero para o futuro! Foi uma honra participar do hino da seleção portuguesa para a Eurocopa com o David Carreira, e ainda quero muito voltar ao estúdio com a Bárbara Bandeira para finalmente lançarmos algo juntas, nossos fãs esperam há muito tempo. Curto muito também o som da NENNY, Diogo Piçarra, Bispo… Portugal tem uma cena musical muito diversa e interessante.

Os artistas internacionais por norma elogiam sempre a gastronomia (comida) portuguesa. Há algo que a Giulia destaque e seja uma verdadeira tentação?

Teve uma vez que visitei uma vinícola no Vale Douro e até hoje lembro do gosto do vinho que acompanhei com um filet ao molho madeira. Foi inesquecível (risos). No geral é um país que nunca desaponta com a culinária, sempre fico muito satisfeita nas minhas idas a restaurantes lusitanos.

Portugal e Brasil foram sempre considerados países irmãos. Sente que a música tem unido cada vez mais os dois países?

É muito legal ver o quanto as músicas brasileiras estão presentes nas rádios e charts de Portugal. Isso só comprova o conseguimos alcançar com a união, pois isso sempre abre portas para novas conquistas pra ambos. Quero ver cada vez mais artistas portugueses vindo ao Brasil fazer shows e fazer imersões na nossa matriz musical, e vice versa.

Qual a sua primeira memória quando se fala em Portugal?

Passei meu aniversário de 16 pra 17 anos no Algarve. Eu era uma aluna do Ensino Médio, com muitos sonhos e incertezas, curtindo as férias sem jamais imaginar que estaria passando meu aniversário de 23 para 24 anos cantando no mesmo país para mais de quarenta e cinco mil pessoas! É muito doido. Tenho memórias maravilhosas nesse lugar, e estou muito animada pra criar outras mais incríveis ainda!

Quem é Giulia Be fora da música e o que lhe dá prazer fazer?

Fora da música eu gosto de passar o tempo que sobra pertinho de quem eu amo: minha família, meu namorado e meus amigos. Coisas simples me encantam. Sair para um bom jantar, ver um bom filme, rever pessoas que não vejo há tempos, ou um pôr-do-sol bonito. Minha rotina diária é um pouco puxada e esses são os momentos que me permitem me conectar com a minha essência. O estúdio é meu lugar preferido no mundo, adoro passar o dia ensaiando, mas quando eu tenho um tempo, divido ele com pessoas que gostam de mim ou apenas comigo mesma.

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