Veigh levou o trap brasileiro ao Sol da Caparica e fechou a segunda noite do festival

Veigh levou o trap brasileiro ao Sol da Caparica e fechou a segunda noite do festival que agrega vários artistas lusófonos.

Fotografias: Rui Pereira

O segundo dia d’O Sol da Caparica terminou já na madrugada deste sábado, 15 de agosto, com Veigh no Palco Via Verde. O rapper brasileiro ficou responsável pelo último grande concerto de uma jornada que passou por diferentes gerações e sonoridades e que teve também Rich & Mendes, João Pedro Pais, Calema e Mizzy Miles no palco principal.

A entrada de Veigh estava marcada para as 00h30 e colocou a música urbana brasileira no lugar de destaque reservado ao encerramento da programação de sexta-feira. Não foi uma escolha casual: o artista paulista chega à Costa da Caparica numa fase em que se afirmou como um dos nomes mais relevantes da nova geração do rap e do trap brasileiro, com uma presença que já ultrapassa largamente as fronteiras do Brasil.

Do Brasil para uma Caparica rendida à música urbana

Veigh encontrou n’O Sol da Caparica um festival cuja identidade permite precisamente este tipo de encontros. Ao longo dos quatro dias, a programação junta artistas portugueses, brasileiros e de outros pontos da lusofonia, passando pelo fado, pop, hip hop, funk e música eletrónica.

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Na noite de 14 de agosto, essa diversidade ficou particularmente evidente. João Pedro Pais levou ao recinto uma carreira construída ao longo de mais de duas décadas, os Calema trouxeram a dimensão pop da sua música, Mizzy Miles assumiu a componente urbana portuguesa e coube depois a Veigh levar o rap brasileiro até ao final da noite.

O percurso do rapper ajuda a perceber o lugar ocupado no cartaz. Tem atualmente milhões de ouvintes mensais nas plataformas digitais e uma discografia onde se encontram trabalhos como Dos Prédios, Dos Prédios Deluxe e Eu Venci o Mundo.

Veigh tem ligação musical a Portugal

A passagem pela Costa da Caparica acontece também quando Veigh já deixou uma marca na música portuguesa. O brasileiro participou em Fumaça, tema gravado com Bárbara Bandeira para o projeto Lusa: Ato I, uma colaboração que aproximou ainda mais o artista do público português.

Essa ponte entre os dois países encontrou no Sol da Caparica um cenário natural. O festival tem precisamente na música em língua portuguesa uma das suas características centrais e voltou a colocar no mesmo palco artistas com percursos, públicos e linguagens musicais bastante diferentes.

Veigh foi, por isso, mais do que mais um nome brasileiro numa edição com forte presença de artistas daquele país. Depois de Orochi e Maiara & Maraisa terem integrado a primeira noite, o rapper assumiu o encerramento da segunda jornada, antes de o festival voltar a receber, este sábado, nomes como Kevinho, Nininho Vaz Maia, Mundo Segundo & Sam The Kid, Vizinhos e Deejay Telio.

Na Caparica, a madrugada ficou entregue ao trap. E a Veigh coube fechar uma noite em que o festival voltou a mostrar que a música lusófona, quando colocada no mesmo recinto, pode ter sotaques e gerações muito diferentes sem perder uma linguagem comum.

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