Helena Coelho: polémica sobre diversidade chega ao Passadeira Vermelha e divide comentadores do programa.
A polémica em torno de Helena Coelho chegou ao “Passadeira Vermelha”, da SIC Caras, depois das críticas de Giovanna Rodrigues sobre falta de diversidade num evento da marca da empresária.
Em causa esteve a ausência de mulheres negras no lançamento de produtos. A discussão levou o painel a falar sobre representatividade, racismo estrutural, escolhas de marcas e a forma como figuras públicas reagem quando são confrontadas.
Giovanna Rodrigues criticou escolhas das marcas
Liliana Campos abriu o debate no “Passadeira Vermelha” ao contextualizar o diferendo entre Helena Coelho e Giovanna Rodrigues.
A influenciadora contestou a justificação apresentada por Helena Coelho, que referiu ter escolhido clientes através de um sorteio cego feito em Excel.
Ainda assim, Giovanna Rodrigues não ficou convencida e acusou as marcas de recorrerem a minorias apenas quando lhes é conveniente.
“𝗩𝗼𝗰𝗲̂𝘀 𝗳𝗮𝘇𝗲𝗺 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗶𝘀𝘀𝗼, 𝘃𝗼𝗰𝗲̂𝘀 𝗺𝗲𝘁𝗲𝗺 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮 𝗻𝗲𝗴𝗿𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝘃𝗼𝗰𝗲̂𝘀 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗴𝘂𝗶𝗿𝗲𝗺, 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗳𝗶𝘇𝗲𝗿𝗮𝗺, 𝘂𝘀𝗮𝗿 𝗮 𝗰𝗮𝗿𝘁𝗮 𝗻𝗮 𝗺𝗮𝗻𝗴𝗮 𝗱𝗲: ‘𝗢𝗵, 𝗺𝗮𝘀 𝗲𝗹𝗮 𝘁𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗮𝗾𝘂𝗶 𝘂𝗺 𝗻𝗲𝗴𝗿𝗼.’ 𝗡𝗼́𝘀 𝗷𝗮́ 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗯𝗲𝗺 𝗵𝗮𝗯𝗶𝘁𝘂𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗮 𝗲𝘀𝘀𝗮 𝘁𝗮𝗺𝗯𝗲́𝗺”, criticou.
Noutro momento, a criadora de conteúdos defendeu que a inclusão deve ser uma escolha consciente e não apenas uma consequência do acaso.
“𝗩𝗼𝗰𝗲̂𝘀 𝗱𝗲𝘃𝗶𝗮𝗺 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗵𝗲𝗿 𝗮𝘀 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗰𝗼𝗿, 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗲́ 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲́ 𝘀𝗲𝗿 𝗶𝗻𝗰𝗹𝘂𝘀𝗶𝘃𝗼, 𝗲́ 𝘃𝗼𝗰𝗲̂𝘀 𝗻𝗮̃𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗶𝗱𝗮𝗿𝗲𝗺 𝘀𝗼́ 𝗼𝘀 𝘃𝗼𝘀𝘀𝗼𝘀 𝗲 𝗼𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗲𝗰𝗶𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝘃𝗼𝗰𝗲̂𝘀, 𝗲́ 𝘃𝗼𝗰𝗲̂𝘀 𝗶𝗻𝗰𝗹𝘂𝘂𝗶́𝗿𝗲𝗺 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗮̃𝗼 𝗱𝗶𝗳𝗲𝗿𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝘁𝗮𝗺𝗯𝗲́𝗺”, sustentou.
David Motta fala de racismo estrutural
David Motta deu razão ao alerta lançado por Giovanna Rodrigues e considerou que a representatividade é um tema central na indústria da beleza e da comunicação.
O estilista recordou um episódio recente, que classificou como grave, para mostrar que a questão continua atual.
“𝗔 𝗾𝘂𝗲𝘀𝘁𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗿𝗲𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝘁𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲́ 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗶𝗺𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲, 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼. 𝗘𝘂 𝗵𝗮́ 𝗽𝗼𝘂𝗰𝗼 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼 𝘀𝗼𝘂𝗯𝗲 𝗱𝗮 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗼𝗶 𝗮̀ 𝗥𝗧𝗣 𝗔́𝗳𝗿𝗶𝗰𝗮 𝗱𝗮𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲𝘃𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗰𝗵𝗲𝗴𝗼𝘂 𝗹𝗮́ 𝗽𝗲𝗿𝗴𝘂𝗻𝘁𝗮𝗿𝗮𝗺-𝗹𝗵𝗲 𝘀𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝘁𝗶𝗻𝗵𝗮 𝘁𝗿𝗮𝘇𝗶𝗱𝗼 𝗮 𝗽𝗿𝗼́𝗽𝗿𝗶𝗮 𝗺𝗮𝗾𝘂𝗶𝗹𝗵𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝘁𝗶𝗻𝗵𝗮𝗺 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝘁𝗼𝗺 𝗱𝗲𝗹𝗮. 𝗜𝘀𝘁𝗼 𝗲𝗺 𝟮𝟬𝟮𝟲, 𝗲𝘂 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗶𝗱𝗲𝗿𝗼 𝗴𝗿𝗮𝘃𝗶́𝘀𝘀𝗶𝗺𝗼”, denunciou.
Depois, David Motta recordou uma experiência profissional em Londres. Na altura, Mickey Boardman, editor da Paper Magazine, chamou-lhe a atenção por ter escolhido apenas modelos brancos para um destaque.
A partir desse episódio, o comentador disse ter mudado a forma de olhar para estas escolhas.
“𝗔 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗶𝗿 𝗱𝗲𝘀𝘀𝗲 𝗱𝗶𝗮 […] 𝗲𝘂 𝗮𝗰𝗵𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗶𝗺, 𝘁𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗲𝗿 𝗲𝗺 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝘀𝗲 𝗳𝗮𝘇 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲𝗷𝗮, 𝗱𝗲𝘃𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗳𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀”, afirmou.
Zulmira Garrido contesta generalização
No mesmo debate, David Motta deixou uma reflexão mais ampla sobre o racismo no seio da sociedade.
“𝗘 𝗻𝗮̃𝗼 𝗵𝗮́ 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗻𝗮̃𝗼 𝗿𝗮𝗰𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀, 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗯𝗿𝗮𝗻𝗰𝗮𝘀 𝗻𝗮̃𝗼 𝗵𝗮́ 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗻𝗮̃𝗼 𝗿𝗮𝗰𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀, 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗻𝗼́𝘀, 𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗾𝘂𝗲𝗶𝗿𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗻𝗮̃𝗼, 𝗶𝗻𝗳𝗲𝗹𝗶𝘇𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝘀𝗼𝗺𝗼𝘀 𝗿𝗮𝗰𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀”, defendeu.
Zulmira Garrido reagiu de imediato e recusou ser colocada nessa generalização. A comentadora afirmou não ser racista e defendeu que também existe preconceito em sentido contrário.
“𝗡𝗼́𝘀 𝘀𝗼𝗺𝗼𝘀, 𝗺𝗮𝘀 𝗲𝗹𝗲𝘀 𝘁𝗮𝗺𝗯𝗲́𝗺 𝘀𝗮̃𝗼! 𝗘 𝗲𝘂 𝗲𝘀𝘁𝗼𝘂 𝗮 𝗳𝗮𝗹𝗮𝗿 𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮́ 𝗮𝗾𝘂𝗶 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝗲́ 𝗱𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗼 𝗿𝗮𝗰𝗶𝘀𝘁𝗮. 𝗤𝘂𝗲𝗿 𝗱𝗶𝘇𝗲𝗿, 𝗲𝘂 𝗲́ 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝘀𝗼𝘂 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼. 𝗠𝗮𝘀 𝗲𝗹𝗲𝘀 𝘁𝗮𝗺𝗯𝗲́𝗺 𝘀𝗮̃𝗼 𝗿𝗮𝗰𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀. 𝗘 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼”, atirou.
Assim, o painel ficou dividido entre a leitura estrutural do problema e a rejeição de generalizações sobre pessoas brancas.
Filipa Torrinha Nunes critica postura de Helena Coelho
Filipa Torrinha Nunes centrou a sua análise menos no sorteio e mais na reação pública de Helena Coelho.
Para a psicóloga, a questão principal esteve na forma como a empresária lidou com a crítica.
“𝗢 𝗽𝗿𝗼𝗯𝗹𝗲𝗺𝗮 𝗻𝗮̃𝗼 𝗲́ 𝗛𝗲𝗹𝗲𝗻𝗮 𝗖𝗼𝗲𝗹𝗵𝗼 𝘁𝗲𝗿 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗼 𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗲 𝗴𝗿𝘂𝗽𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗶𝗱𝗼𝘂, 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝘁𝗲𝗿 𝗮𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗰𝗶𝗱𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗮𝘀 𝗿𝗮𝘇𝗼̃𝗲𝘀, 𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗯𝗹𝗲𝗺𝗮 𝗲́ 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗛𝗲𝗹𝗲𝗻𝗮 𝗖𝗼𝗲𝗹𝗵𝗼 𝗲́ 𝗰𝗼𝗻𝗳𝗿𝗼𝗻𝘁𝗮𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗽𝗼𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝘃𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗶𝗳𝗲𝗿𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀, 𝗲𝗹𝗮 𝗮𝘁𝗮𝗰𝗮 𝗲 𝗲́ 𝗮𝗿𝗿𝗼𝗴𝗮𝗻𝘁𝗲. 𝗘𝘂 𝘁𝗲𝗻𝗵𝗼 𝘇𝗲𝗿𝗼 𝗽𝗮𝗰𝗶𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝘁𝗶𝗽𝗼 𝗱𝗲 𝗮𝗿𝗿𝗼𝗴𝗮̂𝗻𝗰𝗶𝗮”, afirmou.
Além disso, Filipa criticou o recurso de Helena Coelho à educação da filha e aos valores familiares no esclarecimento que publicou.
“𝗘𝗹𝗮 𝗱𝗲𝗳𝗲𝗻𝗱𝗲-𝘀𝗲 𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗳𝗮𝘇 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗮𝗰𝗵𝗼 𝘂𝗺 𝗯𝗼𝗰𝗮𝗱𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗺𝗲𝗻𝗼𝘀 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗲𝘀𝘀𝗮𝗻𝘁𝗲, 𝗾𝘂𝗲 𝗲́ 𝗮𝗯𝗼𝗿𝗱𝗮𝗿 𝗮 𝗾𝘂𝗲𝘀𝘁𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗮, 𝗮𝗯𝗼𝗿𝗱𝗮𝗿 𝗮 𝗾𝘂𝗲𝘀𝘁𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗲𝗱𝘂𝗰𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲𝗺 𝗿𝗲𝗹𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗮̀ 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗮, 𝗮𝗯𝗼𝗿𝗱𝗮𝗿 𝗼𝘀 𝘀𝗲𝘂𝘀 𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿𝗲𝘀, 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘀𝗲 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗶𝗻𝘃𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝘀𝘀𝗲, 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲 𝗮𝗹𝗴𝘂𝗺 𝗺𝗼𝗱𝗼 𝗲𝗹𝗮 𝗳𝗼𝘀𝘀𝗲 𝗶𝗻𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝘁𝗮”, observou.
Depois, traduziu a leitura que fez da mensagem da influenciadora.
“𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗽𝗿𝗲𝘁𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗱𝗶𝘀𝘀𝗲 𝗳𝗼𝗶: ‘𝗤𝘂𝗮̃𝗼 𝗯𝗼𝗮𝘇𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗲𝘂 𝘀𝗼𝘂, 𝘃𝗲𝗷𝗮𝗺 𝘀𝗼́ 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗲𝘂 𝘀𝗼𝘂 𝗯𝗼𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮, 𝗲𝘂 𝗷𝗮𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘁𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗳𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗶𝘀𝘁𝗼.’ […] 𝗜𝘀𝘀𝗼 𝗲́ 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗽𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗺𝗶𝗺, 𝗲́ 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗽𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗲 𝗲́ 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗿 𝗻𝘂𝗺𝗮 𝗯𝗼𝗹𝗵𝗮 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲”, declarou.
“Passam ao lado” da falta de diversidade
Apesar de aceitar que um sorteio informático possa ser aleatório, o painel sublinhou a necessidade de maior consciência por parte das marcas.
Filipa Torrinha Nunes considerou que figuras com grande alcance deviam refletir mais sobre quem representam nos seus eventos e campanhas.
“𝗔𝗰𝗵𝗼 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗲𝘀𝘀𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝘀 𝗺𝗮𝗿𝗰𝗮𝘀, 𝗛𝗲𝗹𝗲𝗻𝗮 𝗖𝗼𝗲𝗹𝗵𝗼, 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲̂𝗺 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗮 𝗶𝗻𝗳𝗹𝘂𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮, 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗲𝗺 𝗿𝗲𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿 𝘂𝗺 𝗯𝗼𝗰𝗮𝗱𝗶𝗻𝗵𝗼 𝘁𝗼𝗱𝗮𝘀 𝗮𝘀 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗲 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗲𝗺 𝗶𝗻𝗰𝗹𝘂𝗶́-𝗹𝗮𝘀, 𝗼𝗹𝗵𝗮𝗻𝗱𝗼 𝘀𝗶𝗺 𝗮̀ 𝗰𝗼𝗿 𝗱𝗮 𝗽𝗲𝗹𝗲, 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗿𝗲𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿𝗲𝗺 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀. 𝗡𝗮̃𝗼 𝗳𝗮𝘇𝗲𝗺 𝗽𝗼𝗿 𝗺𝗮𝗹 […] 𝗺𝗮𝘀 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗮𝗺 𝗻𝗼 𝗮𝘀𝘀𝘂𝗻𝘁𝗼, 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗺 𝗮𝗼 𝗹𝗮𝗱𝗼. 𝗣𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗼́𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗮𝘂𝘁𝗼𝗰𝗲𝗻𝘁𝗿𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗻𝗮 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮 𝗻𝗼𝗿𝗺𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲”, rematou.
Numa leitura semelhante, a psicóloga voltou a apontar a reação de Helena Coelho como o centro do problema.
“𝗡𝗮̃𝗼 𝗲́ 𝗾𝘂𝗲𝘀𝘁𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝘁𝗲𝗿 𝗻𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗲 𝗲𝘃𝗲𝗻𝘁𝗼, 𝗲́ 𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝘁𝘂 𝗿𝗲𝗮𝗴𝗲𝘀. 𝗛𝗲𝗹𝗲𝗻𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗮́ 𝗱𝗶𝘀𝗽𝗼𝗻𝗶́𝘃𝗲𝗹 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗮𝗿 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝘂𝗺 𝗮𝘀𝘀𝘂𝗻𝘁𝗼, 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝘁𝗲𝗺𝗮́𝘁𝗶𝗰𝗮? 𝗧𝗲𝗺 𝗮 𝘃𝗲𝗿 𝘂𝗺 𝗽𝗼𝘂𝗰𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗶𝘀𝘁𝗼. 𝗘 𝗲́ 𝗮𝗶́ 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗮𝗰𝗵𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗛𝗲𝗹𝗲𝗻𝗮 𝗳𝗮𝗹𝗵𝗮”, concluiu.
Entre a defesa da aleatoriedade do sorteio e a exigência de maior representatividade, o “Passadeira Vermelha” deixou uma ideia central: a diversidade deixou de ser um detalhe de imagem e passou a ser uma responsabilidade das marcas.

