Instrutor Bruno Marques revela bastidores da ‘1.ª Companhia’ e abre o coração sobre família e carreira militar, esta manhã.
Primeiro, longe do ambiente rígido da base, Bruno Marques esteve esta manhã no Dois às 10, da TVI, numa conversa marcada por revelações pessoais e profissionais.
O lado familiar por detrás da postura rígida
Desde logo, o Instrutor explicou que a estabilidade emocional nasce em casa. Em relação à companheira e à filha, não poupou elogios nem reconhecimento.
Nesse sentido, afirmou: “A minha companheira apoia-me incondicionalmente. Com tantos anos já de convívio… Ela foi o meu maior suporte. Quando eu me despedi, sendo formado na área, para ingressar nas Forças Armadas… ela foi a primeira a apoiar-me.”
Além disso, revelou ser pai de uma menina de 10 anos, de quem falou com orgulho. “A cópia integral da mãe na aparência, mas o interior é do pai”, descreveu, acrescentando que a filha é “psicologicamente muito forte” e acompanha atentamente o seu percurso televisivo.
Um caminho militar feito de escolhas difíceis
Entretanto, Bruno Marques recordou que o ingresso nas Forças Armadas não foi imediato. Aos 18 anos tentou entrar na Academia Militar, sem sucesso. Seguiu então outro rumo académico, licenciando-se em Contabilidade e Fiscalidade.
Mais tarde, a oportunidade surgiu no limite da idade. “Não tive dúvidas. Despedi-me na hora, concorri e entrei”, contou, referindo os sete anos como paraquedista como “os melhores sete anos da vida”.
Ainda assim, o fim do contrato deixou marcas profundas. “Vivo meio desencantado com o facto de não poder fazer a vida profissional toda na área que gosto. O comboio já passou (…) mas a vida continua e há muitos desafios.”
Disciplina, emoção e momentos difíceis na ‘1.ª Companhia’
Por outro lado, o Instrutor explicou como gere as emoções dentro da 1ª Companhia, sobretudo perante situações mais humanas.
Questionado sobre como consegue não rir em momentos mais leves, admitiu: “A única situação que eu possa relatar é mesmo o virar-me de costas. Mais uma vez, por respeito. Nós queremos incutir a disciplina.”
Ainda assim, destacou recrutas que o surpreenderam, como Filipe Delgado, que descreveu como “extraordinário, autêntico e genuíno”.
Emoções contidas perante o sofrimento dos recrutas
Por fim, Bruno Marques reconheceu que o mais difícil é assistir ao desgaste físico e emocional dos concorrentes. O Instrutor confessou ter sido tocado por momentos específicos.
Referindo-se a Manuel Melo e a Joana, explicou: “Sinceramente apetece dar uma palavra de conforto. Mas não pode acontecer.”
Assim, a entrevista revelou um lado mais humano do Instrutor Marques, sem nunca desligar a disciplina que define o seu papel dentro e fora do ecrã.
