Joana Latino contesta Marco Costa sobre modelos familiares: “Está a confundir o seu próprio trauma”, considerou.
Uma publicação de Marco Costa sobre a importância da presença do pai no desenvolvimento dos filhos gerou críticas nas redes sociais e no Passadeira Vermelha. Joana Latino considerou que o empresário está a projetar a experiência da própria infância num tema que abrange diferentes modelos familiares.
Hugo Mendes e Zulmira Garrido também rejeitaram a ideia de que o desenvolvimento saudável de uma criança dependa obrigatoriamente da presença simultânea de uma mãe e de um pai.
Marco Costa explica posição sobre presença dos pais
A polémica começou com a partilha de uma ilustração sobre o impacto da ausência paterna. Perante as reações, Marco Costa publicou um vídeo para esclarecer que valoriza a presença dos dois progenitores, mesmo quando estão separados.
“Acho que para uma criança é importante os dois pais estarem presentes, juntos ou separados, presentes é o mais importante (…). Dizer que um filho não precisa de um pai por ter uma mãe incrível é a mesma coisa que dizer que um filho não precisa de uma mãe por ter um pai incrível. É errado. Na minha opinião, os filhos precisam dos pais e das mães”, afirmou.
O empresário apresentou a declaração como uma opinião pessoal, marcada pela importância que atribui ao acompanhamento de ambos os progenitores.
Joana Latino associa reflexão à infância do pasteleiro
No programa da SIC Caras, Joana Latino relacionou a posição de Marco Costa com a ausência do pai durante o seu crescimento.
“O Marco tem uma dor grande por não ter tido a presença do pai, e isso advém do facto de ele ter sido educado emocionalmente para sentir muito essa ausência do pai”, considerou.
A jornalista deixou claro que se tratava da sua interpretação sobre as declarações do empresário, não de uma avaliação clínica.
“Eu acho que o Marco está a confundir o seu próprio trauma de uma infância com uma ausência muito vincada (…) com o que é o desenvolvimento saudável de uma criança”, acrescentou.
Comentadora defende afeto acima da configuração familiar
Joana Latino argumentou que a estabilidade e o afeto são mais determinantes do que a composição do agregado familiar.
“Não interessa quem é que perfilha aquela criança, o que interessa é que quem está presente, seja uma pessoa, duas, três, dez, o que interessa é que a essa criança seja dado um universo de segurança, de amor, de confiança”, afirmou.
A jornalista rejeitou a defesa de um único modelo como condição para o bem-estar infantil.
“Esta coisa de defender que isso passa obrigatoriamente por um determinado tipo de modelo (…) parece-me que é uma asneira”, declarou.
Hugo Mendes critica mensagem da ilustração
Hugo Mendes centrou a análise na imagem originalmente partilhada por Marco Costa.
“Mostrava um jovem sem a presença do pai que vai ao fundo, que se afunda, e com o pai mantém-se à tona da água (…). Uma pessoa sem pai pode perfeitamente sobreviver, pode vingar”, afirmou.
O comentador recordou que muitas crianças são criadas por avós, outros familiares ou instituições sem que isso determine o fracasso na vida adulta.
“Temos tantos outros exemplos, às vezes até sem os pais e justamente com os avós, às vezes até instituições que conseguem vingar na vida. O Daniel Oliveira é também um excelente exemplo disso mesmo”, referiu.
Zulmira Garrido destaca famílias homoparentais
Zulmira Garrido acrescentou que a validade de uma família não depende do género das pessoas que assumem a educação da criança.
“Nós não podemos distinguir um casal homem-mulher, não há diferença nenhuma entre um casal homem-homem ou mulher-mulher. É exatamente a mesma coisa”, defendeu.
Apesar de discordar da mensagem transmitida pela publicação, a comentadora elogiou o percurso pessoal e profissional de Marco Costa.
“O caso concreto do Marco Costa, que é uma pessoa que superou tudo, e vê-se o que ele é hoje em termos profissionais, é uma pessoa incrível a todos os níveis”, concluiu.
