João Palhinha escolheu o Benfica pelos filhos: “Ou ia para o Benfica ou para lado nenhum”, segundo foi revelado.
A decisão de João Palhinha de rumar ao Benfica não ficou determinada apenas pelas condições do negócio ou pela possibilidade de voltar a trabalhar com Marco Silva. Segundo Diogo Viana, amigo do internacional português, a vontade de regressar a Portugal e acompanhar mais de perto os dois filhos foi decisiva para o médio escolher a Luz.
Aos 31 anos, Palhinha chegou a Lisboa para integrar o plantel encarnado, numa transferência que também chamou a atenção pela sua ligação anterior ao Sporting. Contudo, apesar do interesse de clubes ingleses e de uma redução salarial significativa, a vida familiar acabou por pesar mais do que qualquer alternativa desportiva.
Diogo Viana explica dificuldades de Palhinha no Bayern
Em declarações no podcast De Letra, Diogo Viana contou que o futuro do jogador na Alemanha estava condicionado e que o regresso à Premier League chegou a ser uma possibilidade concreta.
“O João tinha propostas da Premier League, já se sabia que ia ser difícil, ainda para mais o Bayern fazendo tudo o que fez, que nem o apresentou na fotografia, de o diretor desportivo dizer que iria ter a vida complicada se ficasse”, afirmou.
Apesar de existirem vários interessados no médio português, o antigo colega explicou que as prioridades pessoais acabaram por se sobrepor à perspetiva de permanecer num campeonato mais competitivo.
“Aquilo que o jogador sente que aos 31 anos é importante para ele e para a família dele, acho que consegue prevalecer a tudo o resto”, acrescentou.
Aston Villa e Benfica foram os clubes que demonstraram maior empenho numa fase mais adiantada das negociações. Segundo Diogo Viana, foram também os projetos nos quais Palhinha se sentiu “acarinhado”.
Recusa do Bayern ao Aston Villa precipitou a escolha
A possibilidade de continuar em Inglaterra perdeu força quando o Bayern rejeitou as propostas de empréstimo apresentadas pelo Aston Villa.
Perante esse cenário, João Palhinha terá comunicado aos responsáveis do clube alemão que pretendia seguir para o Benfica.
“Foi aí que o João bateu o pé e disse ao Bayern que ou ia para o Benfica ou para lado nenhum”, recordou Diogo Viana.
Embora admitisse a hipótese de permanecer num “habitat competitivo mais elevado”, o médio acabou por privilegiar o regresso a Portugal.
Diogo Viana sublinhou ainda a importância que atribui ao desempenho recente do amigo em Inglaterra, considerando que Palhinha “no ano passado salvou o Tottenham de descer de divisão”.
Distância dos filhos pesou na decisão
A principal razão para a escolha do Benfica esteve relacionada com João Maria, de três anos, e Francisco Maria, nascido em 2025.
Os dois filhos resultam da relação de João Palhinha com a antiga mulher, Patrícia Palhares. Depois da separação, questões relacionadas com a pensão de alimentos chegaram a tribunal.
Para Diogo Viana, o “desejo do João de vir para Portugal e estar perto da família” foi determinante, uma vez que a distância dificultava o contacto regular com as crianças.
“Sabemos a situação dos meninos dele, porque ele em Inglaterra não via os filhos com assiduidade que queria e que gostaria, e em Portugal tem essa facilidade”, explicou.
O regresso implicará “perder dinheiro”, através de uma redução salarial “significativa”, mas permitirá ao internacional português estar mais presente no crescimento dos filhos.
Marco Silva também pesou na opção pelo Benfica
A possibilidade de reencontrar Marco Silva constituiu outro argumento favorável à mudança para a Luz.
O treinador já orientou João Palhinha no Fulham e conhece as características do médio, circunstância que poderá facilitar a adaptação ao novo projeto.
“Vem para um grande clube, com um treinador que o conhece bem, que gosta e confia nele”, concluiu Diogo Viana.
