José Eduardo Moniz rompe o silêncio e ataca críticos ao assinalar 33 anos da TVI

José Eduardo Moniz rompe o silêncio e ataca críticos ao assinalar 33 anos da TVI, no jornal SOL.

Crónica marca aniversário da estação

A poucos dias do 33.º aniversário da TVI, José Eduardo Moniz escolheu as páginas do jornal Sol para uma reflexão pública.
Ao longo de uma crónica extensa, o diretor-geral explicou a sua postura reservada perante a comunicação social.

Recusa de entrevistas tem explicação clara

Desde logo, Moniz justificou porque evita entrevistas com frequência.
Segundo o responsável, a prioridade está no trabalho e não na exposição mediática.

Nesse sentido, escreveu de forma direta: “A resposta não é linear, mas há uma que é muito simples: estou aqui para trabalhar e não para alimentar páginas de jornais e de revistas, que vivem como sanguessugas em cima das TVs e das pessoas que constituem os seus universos”.

Críticas estendem-se às redes sociais

Além disso, José Eduardo Moniz alargou o alvo das críticas ao ambiente digital.
O diretor mostrou-se indiferente ao ruído gerado fora da televisão.

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Sobre esse contexto, afirmou: “Quanto mais vejo e leio o que se escreve sobre quem faz Televisão e o manancial de considerações que gente sem preparação nem distanciamento produz, não só na Imprensa como nas redes sociais, mais me sinto encorajado a persistir na atitude de discrição que adotei”.

Indiferença como resposta aos ataques

Por outro lado, Moniz deixou claro que prefere não reagir publicamente.
Para si, a melhor resposta passa pela distância.

Como escreveu: “Congratulo-me por não ceder minimamente às tentações para responder à letra aos disparates e às manifestações de ignorância em que vamos tropeçando”.
Acrescentou ainda que mantém os “olhos bem abertos, mas indiferente a comentários maldosos, comprometidos, servis ou mesmo invejosos”.

TVI descrita como exemplo de resistência

Apesar do tom crítico, a crónica teve também espaço para celebração.
José Eduardo Moniz destacou o percurso da estação ao longo de mais de três décadas.

Nesse enquadramento, elogiou: “A vida é uma estrada sinuosa, que exige coragem, espírito de aventura, resistência e uma enorme dose de capacidade para vencer a adversidade… De tudo isto tem sido feita a TVI, a estação que, mais do que qualquer outra, em Portugal, tem sido um exemplo de persistência”.

Capitais nacionais e sucesso internacional

Entretanto, o diretor sublinhou uma característica única da estação.
A TVI é, segundo frisou, a única com capitais exclusivamente portugueses.

Moniz destacou ainda o impacto da Plural Entertainment, cuja assinatura chega a audiências internacionais.
Esse alcance, presente em mais de 150 países, foi classificado como “invejável”.

Jornalismo e solidariedade em destaque

Por fim, houve elogios ao trabalho informativo do grupo.
A cobertura das recentes tempestades mereceu destaque especial.

Sobre esse esforço, escreveu: “Na devastação que as recentes tempestades trouxeram ao País, o jornalismo da TVI e da CNN deu cartas… demonstrando aptidão para com pouco fazer muito”.

A vertente solidária também foi lembrada, com a doação de mais de 150 mil euros ao Hospital D. Estefânia, verba destinada à “abertura do serviço de transplantes pediátricos de medula”.

Mensagem final aponta ao futuro

A encerrar a reflexão, José Eduardo Moniz deixou uma nota de resistência e adaptação.
O diretor-geral sublinhou que desistir não é opção.

Na sua conclusão, escreveu: “O quotidiano balança entre o que se planeou e o inesperado. É esse o sal da vida. Não vale desistir. Apenas caminhar em frente, sem parar. O futuro não mata. Apenas exige capacidade de ajustamento e transformação”.

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