José Rodrigues dos Santos sobre as filhas viverem longe: “Temos de aceitar”, disse.

José Rodrigues dos Santos esteve à conversa com Manuel Luís Goucha, no programa Conta-me, da TVI.
Nesta conversa abordou assuntos da esfera pessoal e profissional.
Sobre o fascínio pelos livros: “Lia muita banda desenhada. Foi sempre um fascínio que eu tive com os livros. Tinha um gosto natural pela leitura”, começou por dizer.
“Quando foi a pandemia em toda a Europa, a leitura disparou. Em Espanha, disparou. Em França, disparou. E, em Portugal, baixou. E, então, mas por que é que baixou? Pois a metáfora estava nos supermercados. Eles puseram barreiras a impedir as pessoas de comprar livros. Podiam comprar chouriço, podiam comprar vodka, podiam comprar whisky, podiam comprar coisas cheias de açúcar… Podiam comprar tudo. Agora, livros era demasiado perigoso”, acrescentou.
“Há uma intenção de manter as pessoas ignorantes”, considerou.
Sobre o seu livro, que foi o que mais vendeu em Portugal, disse: “Eu tenho uma visão sobre a literatura. A mim interessa-me o que tem as ligações ao real”.
“A forma como se conta faz a diferença”, disse.
Destacou que a ideia de lançar um livro surgiu devido a querer ter “domínio em todas as áreas” e à sua vontade de “transmitir conhecimento”: “Eu adoro fazer isto e quando gostamos de fazer alguma coisa encontramos sempre tempo”.
Sobre as filhas que vivem na Inglaterra: “Vivem em Inglaterra. Emigraram. Elas são brilhantes”.
“Hoje em dia viaja-se muito mais rapidamente. Temos de aceitar”, rematou.
