José Tolentino de Mendonça reflete sobre vocação e o apelo “Vem e segue-Me”, através das suas redes sociais.
Homilia partilhada nas redes sociais convida à escuta interior
O cardeal José Tolentino de Mendonça partilhou nas redes sociais uma reflexão centrada na vocação cristã e na presença do Reino de Deus na vida quotidiana. O texto tem origem numa homilia e convida à escuta atenta do chamamento espiritual.
Desde logo, o cardeal recorda as palavras do Evangelho sobre a presença divina entre os homens.
O Reino de Deus como possibilidade viva
Na reflexão, José Tolentino de Mendonça começa por questionar o significado do Reino de Deus. O cardeal afirma:
“O Reino de Deus está presente no meio de vós, como ouvimos no Evangelho. E o Reino de Deus, o que é? É a presença de Deus, é a possibilidade de Deus, é a hipótese de Deus que é colocada com toda a força, com toda a disponibilidade na nossa vida.”
Assim, sublinha que Deus se oferece como presença ativa na existência humana.
O chamamento junto ao mar da Galileia
De seguida, o texto recorda o episódio bíblico do chamamento dos pescadores. Sobre esse momento, escreve:
“Jesus diz estas palavras e parte para junto do mar da Galileia e ali, junto daquelas vidas, vai chamando e dizendo àqueles pescadores: ‘Vem e segue-Me.’ E eles deixaram tudo para seguir Jesus.”
Nesse sentido, o apelo é apresentado como direto e transformador.
A vocação como forma de viver
Mais à frente, o cardeal alarga o significado da vocação. Para José Tolentino de Mendonça, não se trata apenas de estados de vida específicos. O texto refere:
“A vocação não é apenas pensarmos a vocação do matrimônio, a vocação religiosa, a vocação dos padres. A vocação é a nossa vida, é a nossa existência.”
Assim, defende que toda a vida cristã é resposta a um chamamento contínuo.
Um apelo que se repete todos os dias
Entretanto, o cardeal reconhece que, no quotidiano, esse chamamento pode parecer silencioso. Ainda assim, garante:
“Se estivermos atentos no fundo do nosso coração, na realidade da história, nas suas circunstâncias pequenas e grandes, nós vamos ouvir a voz de Jesus que passa pelo mar da Galileia da nossa vida e repete: ‘Vem e segue-me’.”
Deste modo, o convite é apresentado como permanente.
Seguir implica deixar
Por fim, José Tolentino de Mendonça aborda a exigência do seguimento. O cardeal é claro ao afirmar:
“Não tenhamos dúvidas, nós temos de deixar para poder seguir.”
No encerramento da homilia, reforça que esse abandono nem sempre é material:
“São atitudes, são vícios, são círculos viciosos, são modos – é tanta coisa! São coisas que nos prendem e que, no fundo, nós temos de deixar para seguir verdadeiramente Jesus.”
Assim, a reflexão termina com a reafirmação do caminho cristão:
“Jesus passa pela nossa vida e diz: ‘Vem e segue-Me’ e esse é o nosso caminho.”
A partilha tornou-se um convite à introspeção e à escuta interior, reforçando a dimensão vocacional da vida quotidiana.
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