Katia Aveiro recorda dor do pai após ver filme: “O vício era a terapia que ele nunca teve”

Katia Aveiro recorda dor do pai após ver filme: “O vício era a terapia que ele nunca teve”, assinalou nas redes.

Katia Aveiro voltou a falar do pai, José Dinis Aveiro, num desabafo íntimo partilhado nas redes sociais.

A irmã de Cristiano Ronaldo assistiu ao filme “A Memória do Cheiro das Coisas” durante a viagem de regresso ao Brasil, onde vive atualmente. A obra levou-a a revisitar a história familiar e as marcas deixadas pela guerra, pelos traumas e pelo vício que acompanhou o pai até à morte.

José Dinis Aveiro morreu em setembro de 2005, aos 52 anos, devido a problemas hepáticos e renais.

Uma viagem que reabriu memórias

Na secção de InstaStories, Katia Aveiro explicou que o filme a fez regressar a um lugar emocional difícil.

A empresária escreveu: “Voltei atrás, aos traumas do meu pai, aos vícios que um ex-combatente enfrenta depois do cenário que viveu“.

A frase surgiu durante a viagem de regresso ao Brasil e trouxe para o presente uma dor antiga. Não apenas a perda do pai, mas também aquilo que terá estado antes dela.

Katia ligou o sofrimento de José Dinis Aveiro à experiência enquanto ex-combatente e às consequências que essa vivência teve na vida familiar.

“Somos filhos dessa guerra interna”

Num segundo desabafo, Katia Aveiro foi ainda mais direta sobre o impacto que esse passado teve nos filhos.

A irmã de Cristiano Ronaldo afirmou: “Eu e os meus irmãos somos filhos dessa guerra interna, uma guerra que começou em 1974, ele com 21 anos… e só acabou dentro de um caixão aos 52 anos. O vício é que o matou. O vício era a terapia que ele nunca teve“.

A declaração junta mágoa, lucidez e uma leitura dura sobre a ausência de apoio perante traumas profundos.

Ao falar do pai, Katia não se limita a recordar a morte. Procura também explicar o caminho que, na sua visão, levou até ela.

Uma homenagem marcada pela dor

José Dinis Aveiro é frequentemente recordado pela família, sobretudo em momentos de maior exposição emocional.

Desta vez, a memória surgiu através de um filme e transformou-se numa reflexão sobre feridas antigas, vícios e sofrimento não tratado.

Katia Aveiro deixou claro que a história do pai não terminou apenas com uma perda familiar. Ficou também como marca nos filhos.

E, no desabafo, há uma frase que resume tudo: para ela, o vício foi a terapia que José Dinis Aveiro nunca teve.

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