Kiko is Hot recusa viagem paga a Israel e denuncia «operação de relações públicas»

Kiko is Hot recusa viagem paga a Israel e denuncia «operação de relações públicas», através das redes sociais.

Kiko is Hot revelou ter recusado um convite da Embaixada de Israel em Portugal para viajar até ao país e participar na Pride Parade. A proposta incluía uma estadia de uma semana com todas as despesas asseguradas.

O criador de conteúdos decidiu tornar pública a mensagem recebida e justificou a decisão com a situação vivida no Médio Oriente. A posição dividiu opiniões entre os seguidores.

Assessora da embaixada apresentou convite

Na mensagem divulgada por Kiko is Hot, uma assessora da Embaixada de Israel explicou os motivos que levaram à escolha do criador de conteúdos.

“Olá Kiko! Sou a Diana Duarte, assessora da embaixada de Israel. Pela pessoa que és e pelo papel que desempenhas na nossa sociedade, na tua paixão pela vida, pelo activismo e intervenção social, gostaríamos de convidar-te para uma viagem a Israel e sua Pride Parade. É já no próximo mês de Junho. Tudo incluído numa estadia de uma semana”, pode ler-se.

- Publicidade -

Embora tenha guardado o convite durante algum tempo, Kiko decidiu agora revelar que recusou a deslocação.

“Sim, também me convidaram para ir a Israel, com tudo pago, no mês do Pride, celebrar o amor. Adivinham a minha resposta? Nos últimos dias, vários influenciadores portugueses foram convidados pela embaixada para ir a Israel. Cada pessoa faz as suas escolhas. Também fiz a minha”, começou por afirmar.

Kiko aponta estratégia de «diplomacia política»

O criador de conteúdos rejeitou a ideia de que os convites tenham sido feitos apenas devido ao trabalho ou à popularidade das pessoas selecionadas.

“Ao contrário do que estes influenciadores podem achar, eles não foram convidados porque são muito bonitos e muito lindos e muito bons naquilo que fazem e porque Israel é um Estado que adora dar. Não. Isto é uma questão de diplomacia política. Isto é uma questão de limpar a imagem. Estão a tentar apagar ou apaziguar aquilo que nós sabemos que Israel tem feito já há bastante tempo”, acusou.

Kiko is Hot considerou que a presença de figuras conhecidas nas redes sociais poderia ser utilizada numa ação de comunicação destinada a melhorar a imagem do país.

Criador de conteúdos fala sobre crise humanitária

Na continuação da publicação, Kiko relacionou o convite com o conflito entre Israel e a Palestina. O influenciador apresentou números e acusações sobre a situação, enquadrando-os na justificação para a recusa.

“O problema é que há imagens que nenhuma viagem de influenciadores pode apagar. 70 mil pessoas já foram mortas no genocídio que Israel está a fazer à Palestina, muitas delas crianças. E atenção, isto não é sobre odiar israelitas, é sobre perceber o que é que se está a aceitar e como é que se está a usar a nossa influência numa operação de relações públicas enquanto o país e o mundo todo assiste a um dos maiores genocídios de sempre”, declarou.

Kiko acrescentou ainda que Israel “já violou várias vezes o código que existe, a ONU já avisou, e eles não podem estar acima da lei”.

Seguidores dividem-se perante a recusa

A publicação gerou reações distintas. Alguns seguidores elogiaram a decisão e acusaram Israel de instrumentalizar a comunidade LGBTQIA+ para melhorar a sua imagem internacional.

“Instrumentalizar pessoas LGBTQIA+ para lavar a imagem de estados que praticam crimes inomináveis tem nome e conceito estudado: pinkwashing”, escreveu um internauta.

Outro utilizador destacou o sofrimento dos civis palestinianos: “Há coisas a que não se pode fechar os olhos, o que está a acontecer na Palestina, a civis inocentes e em particular a crianças é uma delas!”

Por outro lado, houve quem contestasse a análise feita pelo criador de conteúdos e considerasse que a sua visão era parcial.

“Kiko, a empatia com o povo palestiniano não pode existir apenas quando o sofrimento é causado por mão israelita. Isso chama-se empatia selectiva (…) Se um dia visitares Israel verás uma democracia viva (…) vivem e convivem lado a lado praticamente todas as religiões do mundo (…) Tudo isto estás a não querer ver em função de ideologia”, argumentou um seguidor.

- Publicidade -

Destaques

José Gonçalez: entre o sucesso de Em Casa d’Amália e a identidade do Caixa Alfama

José Gonçalez: entre o sucesso de Em Casa d’Amália...

Francisca Borges: talento, carisma e alma em palco

Francisca Borges: talento, carisma e alma em palco, num...

Adriano Silva Martins deu ao V+ Fama aquilo que a televisão não ensina: identidade

Adriano Silva Martins deu ao V+ Fama aquilo que...

António Ribeiro Telles após regressar ao Campo Pequeno: «A minha vida é ser toureiro e acho que morro toureiro»

António Ribeiro Telles após regressar ao Campo Pequeno: «A...
- Publicidade -

Reportagens

- Publicidade -

Artigos relacionados