Liberdade de imprensa atinge mínimo histórico global e Portugal desce no ranking de 2026

Liberdade de imprensa atinge mínimo histórico global e Portugal desce no ranking de 2026, segundo foi revelado.

A liberdade de imprensa mundial atravessa um dos momentos mais críticos das últimas décadas. O mais recente relatório da Repórteres Sem Fronteiras revela uma queda generalizada, com Portugal também a registar recuo.

Nível mais baixo em 25 anos preocupa especialistas

Para começar, a organização indica que a situação global nunca esteve tão fragilizada neste período. A pontuação média dos 180 países analisados atingiu o valor mais baixo em 25 anos.

Assim, a criminalização do jornalismo surge como um dos principais fatores desta degradação. O relatório destaca um cenário cada vez mais desafiante para profissionais da comunicação.

Portugal desce no ranking mas mantém avaliação “satisfatória”

Entretanto, Portugal registou uma descida na tabela. O país caiu do 8.º para o 10.º lugar, mantendo ainda assim uma avaliação positiva.

Com uma pontuação de 83,71 em 100, continua classificado como “satisfatório”. No entanto, o recuo reflete a tendência global de deterioração.

Países nórdicos lideram, mas poucos garantem liberdade plena

Por outro lado, o topo da lista mantém-se praticamente inalterado. A Noruega volta a ocupar o primeiro lugar, sendo o único país com classificação “excelente”.

Seguem-se Países Baixos, Estónia, Dinamarca, Suécia e Finlândia.

Ainda assim, os dados revelam uma realidade preocupante: menos de 1% da população mundial vive em países com uma situação considerada “boa”. Em 2002, esse valor era de 20%.

Regimes autoritários continuam no fundo da tabela

No extremo oposto, persistem países onde a liberdade de imprensa é praticamente inexistente. A lista termina com Arábia Saudita, Irão, China, Coreia do Norte e Eritreia.

Além disso, a Rússia surge entre os países mais restritivos, sendo descrita como um exemplo de utilização de leis para limitar o trabalho jornalístico.

África e Médio Oriente mostram sinais contrastantes

Entretanto, algumas das maiores alterações ocorreram em África. O Níger registou a maior queda, descendo 37 posições até ao 120.º lugar.

Por outro lado, a Síria subiu significativamente, passando do 177.º para o 144.º lugar após mudanças políticas internas.

América Latina enfrenta retrocessos e violência

Além disso, vários países da América Latina sofreram quedas acentuadas. O Equador desceu 31 posições, num contexto marcado por violência contra jornalistas.

Também o Peru caiu 14 lugares após assassinatos de profissionais da comunicação.

Por sua vez, Argentina e El Salvador recuaram devido a pressões políticas sobre os media.

Casos distintos na região latino-americana

Apesar do cenário negativo, há algumas exceções. A Colômbia subiu 13 posições, embora permaneça numa posição pouco favorável.

Já o Brasil melhorou a sua classificação, passando do 63.º para o 52.º lugar.

Por outro lado, países como Venezuela, Cuba e Nicarágua continuam entre os mais problemáticos, apesar de ligeiras melhorias.

Um cenário global cada vez mais desafiante

Em suma, o relatório da Repórteres Sem Fronteiras traça um retrato preocupante. A liberdade de imprensa enfrenta desafios crescentes em várias regiões do mundo.

Assim, os dados apontam para uma necessidade urgente de proteção do jornalismo, num contexto onde a informação livre se torna cada vez mais frágil.

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