Liliana Aguiar gera debate no «Passadeira Vermelha» após comentário sobre pessoas que se identificam como animais, esta tarde.
O tema das declarações de Liliana Aguiar nas redes sociais esteve em análise no «Passadeira Vermelha», da SIC Caras, esta quarta-feira, 20 de maio.
A empresária manifestou perplexidade perante o movimento de pessoas que se identificam como animais e defendeu que estas devem procurar ajuda psiquiátrica, em vez de recorrerem a veterinários.
Zulmira Garrido alinha com críticas de Liliana Aguiar
No painel do programa, Zulmira Garrido assumiu a posição mais crítica sobre o tema.
A comentadora revelou que, quando começou a ver conteúdos relacionados com este movimento na internet, pensou tratar-se de uma brincadeira.
“𝗤𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗲𝗰𝗲𝗶 𝗮 𝘃𝗲𝗿 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗻𝗮 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗲𝘁, 𝗮𝗰𝗵𝗲𝗶 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗿𝗮 𝗯𝗿𝗶𝗻𝗰𝗮𝗱𝗲𝗶𝗿𝗮. 𝗘𝘂 𝗽𝘂𝘀 𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗲𝗺 𝗰𝗮𝘂𝘀𝗮. É 𝘂𝗺 𝗺𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗲 𝗲, 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼, 𝗼 𝗾𝘂𝗲 é 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗽𝗼𝘀𝘀𝗼 𝗱𝗶𝘇𝗲𝗿? 𝗜𝘀𝘁𝗼 é 𝗹𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁á𝘃𝗲𝗹. 𝗤𝘂𝗲𝗿 𝗱𝗶𝘇𝗲𝗿, é 𝗼 𝗱𝗲𝗴𝗿𝗲𝗱𝗼 𝘁𝗼𝘁𝗮𝗹 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼𝗻𝗱𝗲 é 𝗾𝘂𝗲 𝗻ó𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗮 𝗰𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮𝗿”, afirmou.
“Uma pessoa fica petrificada”
Zulmira Garrido explicou ainda que viu vários vídeos online que a deixaram surpreendida.
A comentadora deu exemplos de situações que encontrou nas redes sociais e assumiu dificuldade em compreender este fenómeno.
“𝗘𝘂 𝗷á 𝘃𝗶 𝗰𝗼𝗯𝗿𝗮𝘀 𝗮 𝗮𝘁𝗿𝗮𝘃𝗲𝘀𝘀𝗮𝗿 𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮𝗱𝗮, 𝗻ã𝗼 𝗲𝗿𝗮𝗺 𝗮𝗻𝗶𝗺𝗮𝗶𝘀, 𝗲𝗿𝗮 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮, 𝘂𝗺𝗮 𝘀𝗲𝗻𝗵𝗼𝗿𝗮. 𝗔𝗻𝗱𝗮𝗺 𝗱𝗲 𝘁𝗿𝗲𝗹𝗮 𝗲 𝗮𝗻𝗱𝗮𝗺 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝘁𝗿𝗲𝗹𝗮 𝗮 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗲á-𝗹𝗼𝘀. 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗮𝗻𝘁𝗼, 𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗱𝗶𝘇𝗲𝗿, 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮 𝗳𝗶𝗰𝗮 𝗽𝗲𝘁𝗿𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮𝗱𝗮”.
Filipa Torrinha Nunes pede empatia
Filipa Torrinha Nunes procurou introduzir uma leitura mais clínica e cautelosa no debate.
A psicóloga admitiu que se trata de uma área ainda pouco estudada, mas recusou a ideia de classificar automaticamente este comportamento como doença mental.
“𝗔 𝗟𝗶𝗹𝗶𝗮𝗻𝗮 𝘁𝗲𝗺 𝗮 𝗼𝗽𝗶𝗻𝗶ã𝗼 𝗱𝗲𝗹𝗮, 𝗺𝗮𝘀 𝗮𝗾𝘂𝗶𝗹𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝘀𝗲𝗶, 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼, 𝗻ã𝗼 é 𝘂𝗺𝗮 𝗱𝗼𝗲𝗻ç𝗮 𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹, 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗻ã𝗼 𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗱𝗶𝘇𝗲𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗻ã𝗼 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗮 𝘂𝗺 𝘀𝗼𝗳𝗿𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗽𝘀𝗶𝗰𝗼𝗹ó𝗴𝗶𝗰𝗼 𝗮𝘀𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝗱𝗼 𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝘁𝗶𝗽𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀”.
A comentadora defendeu ainda que o gozo público não ajuda a compreender nem a lidar com realidades que fogem à norma.
“𝗔𝗰𝗵𝗼 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗲𝘀𝘀𝗮𝗻𝘁𝗲 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗮𝘀 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗹𝗶𝗱𝗮𝗺 𝗰𝗼𝗺 𝗮𝗾𝘂𝗶𝗹𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗻ã𝗼 𝗲𝗻𝘁𝗲𝗻𝗱𝗲𝗺 𝗼𝘂 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗼𝗴𝗲 à 𝗻𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗱𝗮𝗾𝘂𝗶𝗹𝗼 𝗾𝘂𝗲 é 𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝘃𝗶𝗱𝗮. 𝗔𝗰𝗵𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗻ó𝘀 𝗻ã𝗼 𝘁𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗰𝗲𝗶𝘁𝗮𝗿 𝗻𝗲𝗺 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗮𝗿, 𝗲 𝗽𝗼𝗱𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗮𝗰𝗵𝗮𝗿 𝗮𝘁é 𝗱𝗶𝗳𝗲𝗿𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲 𝗰𝗼𝗺 𝗮𝗹𝗴𝘂𝗺𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮𝗻𝗵𝗲𝘇𝗮, 𝗺𝗮𝘀 𝗼 𝗲𝘀𝗰á𝗿𝗻𝗶𝗼, 𝗮 𝗿𝗲𝗽𝘂𝗹𝘀𝗮, 𝗼 𝗴𝗼𝘇𝗼 𝗻ã𝗼 𝘃𝗮𝗶 𝗮𝗷𝘂𝗱𝗮𝗿 𝗿𝗶𝗴𝗼𝗿𝗼𝘀𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗻𝗮𝗱𝗮”.
Zulmira insiste na dificuldade em aceitar o fenómeno
Apesar da tentativa de enquadramento feita por Filipa Torrinha Nunes, Zulmira Garrido manteve uma posição crítica.
A comentadora disse não encontrar explicação para este tipo de comportamento e voltou a associá-lo a um problema grave.
“𝗘𝘂 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗶𝘀𝘁𝗼, 𝘀𝗶𝗻𝗰𝗲𝗿𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲, 𝗻ã𝗼 𝗲𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗲𝘅𝗽𝗹𝗶𝗰𝗮çã𝗼. 𝗢 𝗾𝘂𝗲 é 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝗳𝗮𝘇𝗲𝗿 𝗺𝗮𝗶𝘀 é 𝗽𝗲𝗴𝗮𝗿 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗻𝗲𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗰𝗿𝗶𝗮𝘁𝘂𝗿𝗮𝘀, 𝗻𝗲𝘀𝘁𝗲𝘀 𝘀𝗲𝗿𝗲𝘀, 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗻ã𝗼 𝘀𝗲𝗶 𝗼 𝗾𝘂𝗲 é 𝗾𝘂𝗲 𝗹𝗵𝗲𝘀 𝗵𝗲𝗶 𝗱𝗲 𝗰𝗵𝗮𝗺𝗮𝗿, 𝗲 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲𝗴𝗮𝗿-𝗹𝗵𝗲𝘀… 𝗘𝘂 𝗻ã𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗶𝗴𝗼 𝗽𝗲𝗿𝗰𝗲𝗯𝗲𝗿, 𝗵á 𝗮𝗾𝘂𝗶 𝘂𝗺 𝗱𝗶𝘀𝘁ú𝗿𝗯𝗶𝗼 𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗴𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲, 𝘀ó 𝗽𝗼𝗱𝗲”.
Inclusão na comunidade LGBTQ+ também discutida
Durante o debate, Liliana Campos e David Motta levantaram a questão da eventual inclusão destas pessoas na comunidade LGBTQ+.
Zulmira Garrido reagiu considerando a hipótese “uma brincadeira”.
Filipa Torrinha Nunes, por sua vez, voltou a sublinhar que, perante temas novos e ainda sem respostas definitivas, a empatia deve prevalecer.
A psicóloga lembrou que os comportamentos humanos são complexos e que a ridicularização pública dificulta qualquer tentativa séria de compreensão.
Debate expõe choque entre repulsa e compreensão
A discussão no «Passadeira Vermelha» mostrou duas formas distintas de olhar para o fenómeno.
Por um lado, Zulmira Garrido alinhou com a perplexidade expressa por Liliana Aguiar. Por outro, Filipa Torrinha Nunes pediu prudência, empatia e menos escárnio.
Assim, o tema acabou por abrir uma reflexão mais ampla sobre como a televisão e as redes sociais tratam comportamentos que fogem aos padrões mais comuns.
