Márcia Soares muda-se para Tondela e expõe dificuldades do novo negócio: «Hoje estou de rastos», afirmou.
Márcia Soares trocou Lisboa por Tondela e uma rotina ligada à televisão pela responsabilidade de fazer avançar o próprio negócio. Cerca de um mês depois de se afastar da TVI, a ex-concorrente do Big Brother 2023 mostrou agora um dos lados menos visíveis desta mudança de vida: os dias em que a motivação desaparece, mas as obrigações continuam à espera.
Num vídeo partilhado no Instagram, Márcia assumiu ter atravessado uma manhã particularmente difícil e contou que demorou horas até conseguir sair de casa.
“Hoje estou de rastos. Estive três horas a tentar sair de casa, não me apetecia por nada sair. Só queria estar em casa, aproveitar a sombra com os meus avós, não me apetece ir trabalhar”, confessou.
A partilha surge numa fase em que concentra as atenções na consolidação do projeto profissional que a levou a instalar-se em Tondela. Depois de um período marcado pela exposição televisiva, Márcia Soares regressou ao trabalho por conta própria e à gestão diária de um negócio onde as decisões e a disciplina dependem essencialmente de si.
É precisamente essa ausência de alguém a impor horários ou a cobrar resultados que admite estar a revelar-se desafiante.
«Somos nós que temos de puxar por nós»
Márcia Soares não tentou apresentar o empreendedorismo apenas pelo lado das conquistas. Pelo contrário, falou abertamente sobre o peso de ser simultaneamente responsável pelo negócio e pela própria capacidade de continuar a trabalhar nos dias menos fáceis.
“A grande dificuldade de termos uma empresa é que somos nós por nós, somos nós que temos de puxar por nós, somos nós que temos responsabilidades connosco”, explicou.
A mudança para Tondela representa, assim, mais do que uma alteração de residência. A antiga concorrente está a reorganizar a vida em torno de um projeto próprio, assumindo diretamente riscos, horários e decisões que anteriormente estariam enquadrados por outras estruturas profissionais.
Mas a liberdade também tem o reverso.
“Depois, quando corre bem, corre bem e é para nós, quando damos o corpo às balas, é por nós. Hoje precisava de um patrão a perguntar-me por onde ando e para ter atenção às horas”, admitiu.
Entre a vontade de ficar junto dos avós e a obrigação de se apresentar no escritório, Márcia Soares acabou por mostrar uma realidade menos idealizada de quem decide trabalhar por conta própria: há dias em que ser o próprio patrão significa, antes de tudo, conseguir convencer-se a aparecer.
