Maria Vieira identifica origem do afastamento da televisão e fala em cancelamento político

Maria Vieira identifica origem do afastamento da televisão e fala em cancelamento político, na noite de ontem.

Entrevista aprofunda motivos do desaparecimento mediático

Durante a conversa com Flávio Furtado no projeto digital The Leite Show, Maria Vieira voltou a abordar o seu afastamento da vida pública em Portugal.
Desta vez, a atriz apontou um momento concreto como decisivo para o seu afastamento.

Eleição de Trump marca ponto de viragem

Segundo Maria Vieira, tudo mudou durante uma estadia no Brasil.
A atriz associou o início do seu “cancelamento” à primeira eleição de Donald Trump.

Ao contextualizar, afirmou: “Tudo começou quando eu estava no Brasil na primeira eleição do Trump. Eu estava num condomínio no Brasil e combinei com os meus vizinhos e com o Malta da Praia, que também era a favor do Trump”.

Noite de celebração teve consequências inesperadas

De seguida, Maria descreveu a noite em que decidiu celebrar o resultado eleitoral.
Segundo contou, a experiência foi positiva e vivida sem reservas.

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Nesse relato, recordou: “O Trump ganhou, vou festejar, vamos festejar para o bar do Hotel Trump… E foi uma noite fantástica, com gente boa, com gente bem. Adorei. Claro que no outro dia, fascinado e ainda feliz”.

Reação mediática foi imediata

Contudo, o dia seguinte trouxe uma realidade diferente.
A atriz revelou ter sido alvo de críticas vindas de vários setores.

Sobre esse impacto, lamentou: “A partir daí, dizia, como é que é possível? Era tudo a achicalhar-me. Quer os meios de comunicação social, quer colegas, tudo, tudo”.
Acrescentou ainda: “Por ser do Trump, agora sou muito má e sou uma bruxa e sou não sei o quê”.

Independência permitiu dizer o que pensa

Mais à frente, Flávio Furtado questionou se teria a mesma postura noutras circunstâncias.
Maria Vieira respondeu de forma clara, assumindo que a estabilidade financeira foi determinante.

Nesse sentido, confessou: “Tenho, graças a Deus. A Maria, com 20 ou 30 anos, não teria tido a mesma liberdade”.
Revelou ainda que o afastamento estava nos seus planos, por já se sentir desgastada.

Bastidores foram o verdadeiro problema

Apesar do afastamento, Maria Vieira fez questão de distinguir o trabalho artístico do ambiente interno.
Garantiu que gostava de representar, mas rejeitava o que se passava fora de cena.

Como explicou: “gostava muito do trabalho”, mas “o outro lado, os bastidores, eu não aguentava”.
Segundo a atriz, existia pressão para esconder opiniões pessoais.

Críticas ao ambiente entre atores

Sem filtros, Maria descreveu o tom habitual das conversas nos bastidores.
A atriz traçou um retrato duro do que considera ser uma cultura de maledicência.

Nesse desabafo, afirmou: “A gente sabe muito bem, falamos mal dos outros. Estou a mentir? Não estou. Dizer mal dos outros, falar das roupas, eu tenho um filho da marca tal, de roupas e de sexo. É ou não é? As conversas eram estas”.

Discordar tinha consequências

Por fim, Maria Vieira explicou que não alinhar nesse registo tinha um custo.
Segundo recordou, quem não concordava era rapidamente rotulado.

A concluir, disse: “Se eu não concordasse, já não és a parrachita, estás com um feitio horrível”, salvando apenas alguns projetos do passado, como Casino Royal, antes de o ambiente se deteriorar por completo.

Veja a entrevista AQUI.

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