Mauro Xavier pediu à direção do Benfica que identifique e impeça a entrada dos responsáveis pelo uso de tochas no Estádio da Luz. Após o encontro com o Gil Vicente para a Taça da Liga, alertou para as consequências de novos castigos para o clube e os adeptos.
Numa publicação nas redes sociais nesta sexta-feira, 30 de outubro, Mauro Xavier criticou a repetição de episódios com material pirotécnico nas bancadas. O jogo da véspera, frente ao Gil Vicente, motivou uma nova cobrança à direção encarnada.
“O Estádio da Luz não pode voltar a ser interditado. O Benfica não pode continuar a arriscar perder pontos por causa de uma minoria que não sabe comportar-se.”
Mauro Xavier recorda jogo à porta fechada
Para sustentar a preocupação, Mauro Xavier recuperou o encontro de agosto disputado sem público e associou a ausência dos adeptos ao resultado desportivo.
“A 9 de agosto, o Benfica fez o primeiro jogo em casa com o estádio vazio. Um jogo à porta fechada e 150 mil euros de multa. Empatámos com um recém-promovido. Marco Silva e até o treinador do Académico de Viseu admitiram o impacto da ausência dos adeptos. Quem viu esta equipa evoluir nos últimos meses percebe que essa ausência foi um fator decisivo.”
Na mesma mensagem, apontou a repetição do problema nas duas receções ao Gil Vicente.
“Um mês depois, na receção ao Gil Vicente para o campeonato, voltaram as tochas. Nova multa. E o risco mantém-se, porque há penas suspensas da UEFA que um novo episódio pode ativar.”
“Ontem, novamente frente ao Gil Vicente, desta vez para a Taça da Liga, mais um episódio com tochas na bancada.”
A referência a possíveis consequências disciplinares integra o alerta de Mauro Xavier. A publicação não anuncia um novo castigo relativo ao encontro de quinta-feira.
“Quem paga é o Benfica”, mas também os adeptos
Perante a sucessão de episódios que descreveu, Mauro Xavier questionou a capacidade do clube para impedir novas ocorrências.
“Como é possível que, depois de tudo isto, continuemos a arriscar uma nova interdição?”
Embora considere existir desigualdade na aplicação das sanções, defendeu que essa perceção deve reforçar a prevenção.
“Todos sabemos que os castigos não têm sido iguais para todos, mas isso só reforça a importância de nos protegermos.”
O impacto sobre os sócios e adeptos ocupou uma parte central da mensagem. Além dos encargos para o clube, Mauro Xavier destacou o esforço de quem acompanha regularmente a equipa.
“Quem paga é o Benfica, em multas e, se tudo voltar a correr mal, em pontos. Mas pagam também os sócios e adeptos que todas as semanas fazem quilómetros, gastam o que têm e o que não têm, e arriscam ficar à porta por causa de uma minoria que não representa a essência de apoiar o Benfica.”
Direção desafiada a identificar responsáveis
Mauro Xavier terminou com uma crítica à resposta da direção, recordando que já tinha abordado o assunto em julho.
“Em julho, disse que cabia à Direção reconhecer este problema e resolvê-lo. Quatro meses depois, continuamos sem ver mudanças. É urgente identificar quem prevarica, colaborar com as autoridades e impedir que estes adeptos voltem a entrar no estádio.”
A conclusão deixou uma cobrança direta aos responsáveis encarnados: “Os meios existem. Falta a coragem para decidir.”
Fotografia: Diogo Nora – Infocul.pt
