Merche Romero revela gesto íntimo para lidar com a morte do irmão após ataque cardíaco, nas redes sociais.
A dor da perda continua presente na vida de Merche Romero. Esta sexta-feira, 23 de janeiro, a comunicadora esteve no programa Bom Dia Alegria, onde falou abertamente sobre o luto pela morte do irmão, Óscar Romero, falecido a 4 de janeiro, vítima de um ataque cardíaco.
Um gesto pessoal após as cerimónias fúnebres
Durante a conversa, Merche Romero recordou os dias que se seguiram às cerimónias fúnebres, realizadas no dia 6, partilhando uma atitude que descreveu como essencial para o seu equilíbrio emocional.
A apresentadora explicou: “Há aqui outra questão sobre a qual falo sem qualquer problema e que me ajudou muito, logo a seguir à cerimónia, que foi escrever uma carta ao meu irmão, falar com ele através da escrita”.
Segundo Merche, este gesto permitiu-lhe expressar sentimentos difíceis de verbalizar e criar um espaço de ligação emocional.
Espiritualidade e introspeção como apoio diário
Visivelmente emocionada, a comunicadora destacou ainda a importância da introspeção no seu quotidiano. A prática regular de meditação tem sido uma constante na sua vida.
Nesse sentido, revelou: “Faço meditação todos os dias desde sempre, não só porque tive a perda que tive, mas cada vez faço mais”, sublinhando o papel dessa rotina no processo de luto.
Reflexão sobre a dor e a saudade
Ao longo do testemunho, Merche Romero refletiu também sobre a forma como o ser humano reage à ausência de quem ama. A apresentadora falou sem filtros sobre a complexidade emocional do luto.
“Inconscientemente, o ser humano, se fala para o ar ou para o Universo, questiona-se se está bem ou se está a ter uma reação pela qual precisa de ir ao psicólogo”, partilhou.
Assumindo a fragilidade do momento, acrescentou: “Sou humana, faz parte, a saudade tem vindo a crescer e a dor também, ela não diminui com o tempo, vai-se amenizando um bocadinho, mas não diminui, e sem dúvida que ajuda também”.
Assim, Merche Romero deixou um testemunho marcado pela autenticidade, mostrando que o luto é um processo contínuo, vivido de forma íntima, consciente e profundamente humana.
