Miguel Sousa Tavares sobre Miss Portugal transexual: “embora as redes sociais possam dizer o que quiserem, eu sei que estou do lado da maioria”, esclareceu.

Ontem, no Jornal Nacional, Miguel Sousa Tavares falou sobre as suas opiniões polémicas sobre Marina Machete, a modelo transexual que venceu o concurso Miss Portugal.
“Não sentes, passada uma semana, que a forma como precedeste não só ofendeu Marina Machete como legitimou aqueles que te acusaram?“, perguntou Sandra Felgueiras.
“Sobre isso, basicamente, não tenho nada nem a acrescentar, nem a retirar. Mas já que insistes… Como sabes não sigo redes sociais (…) mas seria hipócrita se dissesse que tenho um desconhecimento total de quais foram as reações”, respondeu o comentador.
Recordou o que disse: “Uma, que eu não acho legítimo que um transexual concorra a um concurso de beleza feminina, como não acho legitimo que concorra a provas desportivas femininas. Vicia as regras do jogo. É batota“.
Disse que “não acreditava que não houvesse mulheres mais bonitas a concurso e, portanto, concluo que ela tenha ganho por não por ser a mais bonita, mas por ser transexual.”
“Isso implica uma coisa mais ampla e mais grave. Eu não ponho em causa, de maneira nenhuma que as minorias devem ser protegidas”.
Para os mais esquecidos, recordou que foi “das primeiras pessoas” a defender publicamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
“Aqui, embora as redes sociais possam dizer o que quiserem, eu sei que estou do lado da maioria. Há muita gente que acha muito bonito chamar-me nomes e dizer que ‘eu sou moderno’, no fundo não são“, rematou.
