Na 1ª Companhia, Andrea Soares denuncia bastidores da Eurovisão e fala em resultados decididos à partida no concurso.
Revelações feitas em horário nobre na 1.ª Companhia
Durante a sua participação na 1ª Companhia, Andrea Soares surpreendeu ao revisitar um dos momentos mais marcantes da sua carreira.
A atual recruta recordou a presença no Festival Eurovisão da Canção 2006, em Atenas, com a girls band Nonstop.
Mais do que memórias, Andrea trouxe acusações diretas.
Segundo a cantora, existem “lobbies” que influenciam os resultados do concurso internacional.
Uma vitória marcada por hostilidade em Portugal
Antes da viagem para a Grécia, a experiência já tinha sido dura.
Andrea descreveu um ambiente agressivo após a vitória no festival nacional.
A banda venceu contra a favorita do público, Vânia Fernandes, graças ao voto de desempate do júri.
Esse momento ficou longe de ser celebrado.
Sobre o que viveu, relatou: “Percebemos que a música da Vânia era a música favorita (…) Estava tudo para a Vânia (…) dizia uhhhhhhh (…) gritavam o nome dela.”
A cantora não escondeu o impacto emocional.
Vaias e um momento traumático
À medida que descrevia a atuação, Andrea Soares foi mais longe.
A vitória transformou-se num episódio traumático.
Como contou, “vocês não sabem a sensação horrível que é (…) No momento em que tu ganhas um festival da canção em que ninguém acredita em ti (…) E estás a ser vaiado de alto a baixo.”
A artista sublinhou a violência do ambiente.
Ainda assim, enfrentaram o palco: “Precisa teres uns tomates. Foi tão agressivo (…) No início de estarmos a cantar (…) tudo a vaiar”.
Bastidores da Eurovisão colocam tudo em causa
Já em Atenas, a desilusão surgiu logo à chegada.
Segundo Andrea, uma voluntária local que falava português deixou um aviso inquietante.
A cantora revelou: “No primeiro dia que nós chegámos (…) uma voluntária (…) vira-se e diz assim, meninas, tenho uma notícia maravilhosa (…) já vi os envelopes, e eu vi um P”.
A afirmação deixou a banda em choque.
Resultados definidos antes dos ensaios
Apesar de os ensaios ainda não terem começado, a mensagem foi clara.
A voluntária reforçou a ideia de decisões antecipadas.
Como relatou Andrea Soares, ouviu: “Ah, vocês ainda nem chegaram, os envelopes já estão feitos, de quem vai ganhar, de quem vai passar”.
Nesse momento, a ilusão do mérito artístico caiu.
Comparação direta com a 1.ª Companhia
A recruta traçou um paralelo com a experiência atual no reality show.
Para Andrea, a lógica parecia semelhante.
Explicou: “Eu disse, ai, até imagina que eu estou para passar, e eu parto uma perna (…) já nem danço (…) ó que canto mal (…) É a mesma coisa que tu entrares aqui (…) já está tudo (…) os votos, tipo, só existem para se ganhar”.
Um desfecho duro na semifinal
Apesar de tudo, a esperança manteve-se até ao último instante.
A letra “P” poderia significar Portugal.
No entanto, o anúncio final foi devastador.
Andrea recordou: “Nós ficámos, até à última (…) quando faltava o último nome (…) The next one, and the last one is Polónia!”
O momento ficou marcado pela frustração: “Saímos lá, tipo, aquela cena foi, tipo, derrotadas (…) Mano, tivemos aqui tanto trabalho (…) para…”
Assim, a artista expôs um dos episódios mais duros da sua carreira, agora partilhado em televisão nacional.
