Nélson Évora termina carreira aos 42 anos e admite futuro ligado ao dirigismo desportivo

Nélson Évora termina carreira aos 42 anos e admite futuro ligado ao dirigismo desportivo, após deixar de ser atleta.

Nélson Évora despediu-se da alta competição aos 42 anos, encerrando um percurso de mais de duas décadas marcado por títulos olímpicos, mundiais e europeus. O último momento nas pistas aconteceu no Estádio Universitário de Lisboa, numa cerimónia acompanhada pela família.

A filha do atleta esteve entre as presenças mais especiais de uma despedida que fechou oficialmente a carreira de um dos nomes mais importantes da história do atletismo português.

João Ganço ainda acredita nas capacidades de Nélson Évora

João Ganço, primeiro treinador de Nélson Évora, não conseguiu estar presente no Estádio Universitário, mas acompanhou algumas das últimas competições do antigo pupilo e continua convencido de que o atleta mantém condições para competir.

Em declarações ao Público, explicou:

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“Não pude estar no Estádio Universitário. Mas vi-o saltar nos campeonatos de Portugal e nos Nacionais. E, por isso, acredito que este capítulo pode não estar totalmente encerrado.”

A ligação entre ambos começou muito antes dos grandes títulos. Nélson Évora tinha apenas sete anos quando conheceu João Ganço, com quem partilhava o mesmo prédio e cuja família acabou por ter influência nos primeiros passos do atleta no desporto.

Antes de se dedicar totalmente ao atletismo, experimentou diferentes modalidades. O talento para os saltos, porém, começou cedo a destacar-se.

“No início, como era normal, brincava e praticava uma série de desportos, como o judo. Depois, comecei a puxá-lo para o atletismo e, com onze anos, saltou mais de um metro e sessenta, tendo menos de um metro e meio de altura. Depois, com 14 anos, na primeira vez em que experimentou o triplo salto, bateu o recorde nacional da categoria.”

Uma carreira construída entre o triplo salto e o salto em comprimento

Foi sobretudo no triplo salto que Nélson Évora construiu o seu nome no atletismo internacional, embora o salto em comprimento também tenha feito parte do seu percurso.

Ao longo da carreira conquistou os principais títulos da modalidade e tornou-se uma presença regular nas maiores competições internacionais. A relação profissional com João Ganço terminou depois dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, mas o antigo treinador mantém uma ligação afetiva ao atleta que acompanhou desde criança.

A despedida das pistas não significa necessariamente um afastamento do desporto. Nélson Évora deixou em aberto a possibilidade de, no futuro, assumir funções no dirigismo desportivo, prolongando por outra via uma ligação ao atletismo que começou ainda na infância.

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