Noite dos matadores em Vila Franca: Homenagem de Valor, mas sem Bravura

Noite dos matadores em Vila Franca: Homenagem de Valor, mas sem Bravura

Noite dos matadores em Vila Franca: Homenagem de Valor, mas sem Bravura, neste sábado.

Num dos dias maiores da feira de outubro em Vila Franca de Xira, o primeiro Sábado, é dia de Homenagem na velhinha Palha Blanco. Homenagem simbólica da empresa, ao entregar quatro ramos de flores, um a Vítor Mendes e os restantes para os matadores já falecidos.
Compuseram cartel os matadores de toiros, portugueses, António José Ferreira, Nuno Casquinha, Cuqui e João Diogo Fera. Um cartel diferente, mas de mérito. Para “colocar no seu sítio” os matadores, um rematado curro de oito toiros da ganadaria Oliveira e Irmãos, que corresponderam em apresentação, mas falharam em comportamento.

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Texto: Francisco Potier Dias
Fotografias: Nuno Almeida

Abriu esta noite na monumental Palha Blanco o matador vila-franquense, António José Ferreira, de frente ao primeiro exemplar de Oliveira e Irmãos de grande apresentação, cara larga e vistosa. Recebeu bem este seu primeiro, com um par de lances ajustados e de verdade, rematando com uma bonita meia Verónica.
Ao quite, veio Casquinha que sacou três chicuelinas de boa nota.
Brindou esta sua primeira faena de muleta ao mestre Vítor Mendes. Esteve bem com a muleta, tanto por derechazos como por naturales, brindando ainda o público com uma bonita série de trincherazos com temple e a entregar-se de verdade, entusiasmando a Palha Blanco e trazendo o público da sua terra consigo, nesta faena de querer e vontade, com um toiro disponível e nobre.
Não houve volta para o matador… incompreensível.

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Em praça, para o segundo da noite, o matador Nuno casquinha, também ele com origens na “sevilha Portuguesa”, leia-se, Vila Franca de Xira.
Recebeu bem de capote, com bonitas e ajustadas chicuelinas, que desde logo entusiasmaram o público da Palha Blanco. Teve a seu cargo o tércio de bandarilhas, que executou com galhardia e vontade.
Dedicou a sua faena de muleta, também a Vítor Mendes!
Andou bem de muleta, com um toiro mais parado e que não permitia tanta “arte”. Ainda assim, andou bem e procurou brindar a Palha Blanco com verdade e vontade.

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Para o terceiro da noite, o matador, Cuqui.
Começou bem, com um toiro que vinha a assoprar, aguentando bem com ele, com três lances de capote à revolera a rematar com verdade.
De muleta, andou de estrondo Cuqui, com temple, a arrancar grandes séries por derechazos, e encantando por “trincherillas”. Uma faena de muito boa nota, neste seu primeiro na Palha Blanco.
Pecou meramente por prolongar em demasia a faena, quando já começava a não haver matéria-prima.

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Em praça para o quarto da noite, o matador João Diogo Fera.
Recebeu bem de capote, de forma simples, mas competente, com dois bons lances por verónicas. A sorte de bandarilhas calhou a Diogo Vicente com dois soberbos pares.
Na muleta, andou sem história… a acusar a pressão da Palha Blanco e não deixar claramente a primeira faena que esperava. Verdade se diga, que o exemplar em sorte pouco ajudou, mas…faltou um pouquito mais.

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Prosseguindo nesta homenagem ao toureio a pé, na Palha Blanco, em praça, novamente António Ferreira. Bem de capote, a receber com verdade e temple, brindando o público com um bonito revolero.
Na muleta andou toureiro de verdade, a mandar, por derechazos, rematando com imponentes “forzadas de pecho”, pela esquerda. Ao natural, andou também de boa nota, deixando uma grande 2ª série rematando com passe de peito e ainda com uma “suerte de desden” . Toureiro!

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Seguiu-se em praça para lidar o sexto da noite, em praça, Nuno Casquinha. Entrou bem de capote, com verdade, procurando por média verónica e ainda com um lance por “tafallera”, bem!
De muleta não houve história, por culpa do toiro, que não servia, sem bravura, sem disponibilidade, não permitiu nada ao matador.

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Nesta noite, que já ia longa, em praça o matador Cuqui. No capote deu três bonitos lances, a receber bem este distraído sétimo da noite.
De muleta brindou a um dos fotógrafos hoje presentes na Palha Blanco. E esteve de estrondo! Que classe, que poder, que vontade! O toiro ajudou, mas, levou por diante uma faena memorável, brindando o público com uma série de manoletinas e molinetes, sacando ainda uns bonitos trincherazos, tirando o máximo sumo deste seu segundo toiro.
Talvez o melhor toiro da noite, que permitiu uma faena em cheio ao matador da Moita .

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Para fechar esta noite amena na Palha Blanco, o matador de toiros João Diogo Fera. Primeiro toiro, a sair à praça foi mandado recolher por incapacidade nas mãos. Saiu então, o sobrero, bem-apresentado e bonito, andou de menos a mais o matador. Trouxe pouca emoção em toda a lide, toureou ao largo, sem temple… Ainda assim, uma dedicação e vontade louváveis, que permitiram ainda, duas séries de muleta de muito boa nota.
Atribuída música, com muita contestação da Palha Blanco, acabando o diretor por reverter a decisão.

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Decorreu assim esta homenagem ao toureio a pé na Palha Blanco, faltou bravura e emoção em quase todas as lides, e quando assim é, pouco se acrescenta. Ainda assim, dar conta da bonita moldura humana que se fez notar na Palha Blanco, que desta forma, disse presente na hora de homenagear os seus, pena faltar bravura, que a Palha Blanco tanto gosta.

Nota última apenas para o facto que, oito toiros, mesmo a pé, é demasiado.

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