Pedro Chagas Freitas emociona-se na Madeira com homenagem ao filho: “Quem salva o planeta é quem ama e é amado”, disse.
Pedro Chagas Freitas recorreu às redes sociais para partilhar uma chegada à Madeira marcada pela saudade, pela gratidão e por um gesto que o deixou profundamente emocionado.
Numa publicação sentida, o escritor descreveu a forma como foi recebido no Carlton Pestana, no Funchal, destacando detalhes que tocaram a memória do filho, Benjamim, e transformaram a estadia num momento de ternura.
Uma chegada à Madeira carregada de saudade
Na publicação, Pedro Chagas Freitas começou por assumir o peso emocional com que chegou à ilha.
“Cheguei à Madeira com a saudade dos que amo nos braços. Levava a dimensão incomportável do espaço vazio em mim, com uma espécie de derrota a entrar-me nos ossos. Mas há lugares que nos fazem sentir deste lugar, numa pertença que vem da ternura, a única forma de ternura, afinal.”
A Madeira surge, assim, não apenas como destino, mas como lugar de acolhimento. No texto, o escritor transforma a chegada ao Funchal numa experiência íntima, onde o espaço físico se cruza com a memória e a ausência.
O gesto do hotel que o deixou “desarmado”
Depois, Pedro Chagas Freitas destacou a receção no Carlton Pestana. O escritor foi surpreendido por uma atenção ligada ao seu universo literário: uma máquina de escrever no quarto.
“O Carlton Pestana, no Funchal, recebeu-me com a raridade da delicadeza. Fiquei desarmado, quase envergonhado. Entrar no quarto e encontrar uma máquina de escrever foi um momento de amor: não sei como dizer de outra maneira.”
Para o autor, o objeto não foi apenas um detalhe decorativo. Foi lido como símbolo de tempo, escrita e humanidade.
“Era também uma metáfora, um símbolo de que aqui haverá tempo para olhar para as letras, para o sonho, para o que tem marca, humanidade, história, rugas, até a coragem de sentir.”
Benjamim, a t-shirt e a emoção
Contudo, o momento mais forte surgiu quando Pedro Chagas Freitas olhou para a cama.
Ali encontrou uma t-shirt com uma referência ao filho, Benjamim, descrito pelo escritor como o super-herói que nunca deixará de ser.
“Fiquei emocionado logo ali, com o outro lado da emoção: a da gratidão.”
Logo depois, acrescentou:
“Quando olhei para a cama, desabei de vez: a t-shirt ali pousada, o Benjamim vestido do super-herói que nunca deixará de ser. O meu filho. Quem trata com ternura quem amamos comove-nos até às lágrimas, não é?”
A publicação ganha aqui uma dimensão ainda mais pessoal. O gesto do hotel tocou directamente na memória afetiva do escritor e na ligação ao filho.
“O carinho verdadeiro é uma graça”
Na continuação do texto, Pedro Chagas Freitas deixou uma pergunta marcada pela surpresa e pela comoção.
“Que bem fiz eu para merecer tanto carinho?”
Ainda assim, o escritor respondeu de forma quase espiritual, associando o carinho verdadeiro a algo que não se explica.
“Acho que não mereço tanto. Acho mais: acho que o carinho verdadeiro é uma graça, uma coisa que não se merece, é o milagre do que não se explica.”
A partir desse ponto, a imagem do Funchal ao fim da tarde entra na publicação como cenário de contemplação.
“Agora aqui escrevo, o mar do Funchal ao fim da tarde e eu a vê-lo, como a criança a acreditar que ainda pode salvar o mundo com uma capa vermelha.”
Agradecimento ao Pestana Hotels
No final, Pedro Chagas Freitas deixou uma frase sobre amor, pertença e memória.
“Quem salva o planeta é quem ama e é amado, só isso.”
Depois, agradeceu ao grupo hoteleiro pela forma como foi recebido.
“Obrigado, pestanahotels”
E terminou com uma promessa de permanência na memória.
“Quem nos abraça assim entra no espaço ilimitado, mas restrito, do que não esquecemos. Assim será.”
Com esta publicação nas redes sociais, Pedro Chagas Freitas partilhou mais do que uma estadia na Madeira. Partilhou um encontro com a ternura, com a saudade e com um gesto que o aproximou, pela emoção, do filho Benjamim.
Veja a publicação AQUI.
