Pedro Chagas Freitas recorda primeiro passeio de Benjamim após transplante: «A glória absoluta do tédio», afirmou.
Pedro Chagas Freitas assinalou uma data especial na vida do filho, Benjamim. Nas redes sociais, o escritor recordou o primeiro passeio escolar realizado pela criança após o transplante.
A publicação foi acompanhada por uma fotografia de Benjamim e transformou um momento aparentemente comum numa reflexão sobre saúde, rotina e felicidade. Para o autor, aquilo que antes seria apenas mais um dia passou a representar uma importante vitória.
Primeiro passeio aconteceu há um ano
Pedro Chagas Freitas começou por recuar um ano no tempo. O escritor lembrou o dia em que Benjamim pôde acompanhar os colegas numa atividade fora da escola, depois do período marcado pelo transplante.
Apesar da simplicidade do programa, o pai descreveu a ocasião como um feito de enorme dimensão para a família.
“Há um ano, foste ao teu primeiro passeio de escola depois do transplante. Que feito sem paralelo, que epopeia hercúlea. Só isto: um autocarro, um grupo de crianças e de adultos, os sorrisos, os parques, as visitas, as corridas, a leveza de um dia. O tédio, finalmente. A glória absoluta do tédio.”
O escritor celebrou, assim, a possibilidade de o filho viver uma experiência semelhante à de tantas outras crianças. O passeio, sem acontecimentos extraordinários, tornou-se especial precisamente pela normalidade.
Rotina ganhou «sabor a vitória»
Na continuação do texto, Pedro Chagas Freitas admitiu que nunca imaginou valorizar de forma tão intensa os gestos repetidos do quotidiano.
Depois dos desafios enfrentados por Benjamim, a possibilidade de o ver sair de casa, regressar e cumprir uma rotina passou a ter outro significado.
“Nunca pensei que a rotina pudesse ter este sabor a vitória, nunca acreditei que a normalidade pudesse ser tão milagrosa. É. És tu a ir, a voltar. És tu a viver o que todos vivem sem pensar.”
O autor manifestou ainda o desejo de que os próximos anos sejam construídos através de dias tranquilos e aparentemente iguais.
“Quero essa sucessão abençoada de dias iguais. Quero essa felicidade feita de quase nada: os cereais da manhã, o casaco esquecido, as perguntas banais ao fim da tarde.”
Ao destacar estes pequenos momentos, Pedro Chagas Freitas mostrou que a felicidade da família deixou de depender de acontecimentos grandiosos. Agora, encontra-se também nos sinais mais simples de uma infância vivida sem sobressaltos.
«Não conheço dádiva maior»
Na parte final da publicação, o escritor voltou a colocar o crescimento de Benjamim no centro da reflexão.
Para Pedro Chagas Freitas, poder acompanhar o filho durante os dias comuns tornou-se uma das maiores dádivas da sua vida.
“Não conheço dádiva maior do que a de te ver crescer na beleza sem nome dos dias normais. A felicidade é isto: saber que tudo correu bem, e que ninguém deu por nada.”
A mensagem terminou com uma referência a «Benjamim e os dias cheios de nada», obra dedicada ao percurso vivido pela criança e pela família.
“BENJAMIM
e os dias cheios de nada”
Pedro Chagas Freitas acrescentou ainda que o livro está “disponível em todos os hipermercados e livrarias”.
Veja a publicação AQUI.
